Um aluno da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL) teve a prova suspensa, esta terça-feira, após ser apanhado a copiar. O estudante voltou depois à sala onde se realizava o exame escrito e, de “forma inesperada”, agrediu as professoras “que realizavam a vigilância e saiu da sala”.

“Perto do final da prova voltou à sala e — de forma inesperada — agrediu as docentes, que ficaram feridas e em estado de choque”, lê-se no comunicado divulgado esta quarta-feira, assinado pelo diretor, Eduardo Vera-Cruz Pinto.

Entretanto, segundo avança a Sábado, sabe-se que o aluno terá cerca de 50 anos e que se encontrava a repetir a cadeira Direito Comercial II pela quinta vez consecutiva. Durante o ataque às professoras terá mesmo chegado a morder um aluno que interveio quando se apercebeu da agressão.

A Sábado refere ainda que, de acordo com testemunhos, o aluno começou por atirar objetos à professora que o apanhou com a cábula até que a outra docente presente tentou que este parasse. Foi a esta segunda docente que puxou o cabelo e empurrou, fazendo com que esta batesse com a cabeça no estrado da sala. Esta professora teve de receber assistência hospitalar.

O comunicado da faculdade informa que, diante deste “crime público e gravíssima infração disciplinar”, a faculdade realizou “todas as participações e diligências” para que os processos “tenham as condições indispensáveis para ser instauradas e para ser realizada a Justiça que o caso reclama”.

A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa abriu um “procedimento disciplinar” ao estudante. O aluno sofreu “uma suspensão preventiva imediata de todas as atividades escolares”. A FDUL vai agora constituir-se “como assistente, no processo penal que se seguirá e prestará às docentes, a quem manifesta a sua solidariedade, todo o tipo de apoio que for adequado e necessário”.

“A Faculdade de Direito de Lisboa é intransigente em relação a este tipo de comportamentos visando os seus docentes, bem como quanto a qualquer situação que ponha em causa a segurança e o bem-estar da sua comunidade académica”, lê-se ainda no comunicado.

[É sábado. No lobby de um hotel de Albufeira um assassino misterioso espera junto ao bar por um convidado especial: representa a Organização para a Libertação da Palestina. Quando o vê entrar, o terrorista dispara quatro tiros e foge. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]