Foi um dos temas mais badalados dos últimos anos, tornou-se num dos temas mais badalados dos últimos meses. Depois de o Benfica ter suspendido a sua participação no processo relativo à centralização dos direitos televisivos, a Liga Portugal deu agora a conhecer que esta se encontra em bom porto e a cumprir com os prazos impostos pelo decreto-lei. Assim, e 11 meses antes do fim desse período, a instituição que tutela o futebol profissional entregou à Autoridade da Concorrência a “proposta de modelo de comercialização centralizada dos direitos audiovisuais à Autoridade da Concorrência”. Esta foi uma das garantias deixadas por Reinaldo Teixeira quando sucedeu a Pedro Proença na liderança do organismo.
A entrega do documento aconteceu esta quarta-feira, com Teixeira e André Mosqueira do Amaral, diretor executivo, a representarem a Liga Portugal. Em comunicado, a instituição referiu que a “proposta foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da Liga Centralização, constituído por Alverca, FC Porto, Sp. Braga, Sporting, V. Guimarães, Feirense, Leixões e Marítimo”, grupo de trabalhos que o Benfica integrava até ao final da temporada passada. A Liga Portugal acrescentou ainda que “todas as Sociedades Desportivas do futebol profissional e da Federação Portuguesa de Futebol” tiveram “conhecimento” da proposta, que é o “reflexo do intenso trabalho desenvolvido desde a tomada de posse da atual Direção Executiva, há 104 dias, período durante o qual foram dados passos firmes e determinados com vista à concretização deste objetivo prioritário”.
Na nota tornada pública, a Liga Portugal explicou ainda que a direção de Reinaldo Teixeira “procedeu à atualização de pressupostos e introduziu alterações estratégicas relevantes, assentes numa auscultação abrangente do mercado e num trabalho de campo que procurou garantir alinhamento com as melhores práticas internacionais e a máxima flexibilidade de aplicação futura” na proposta, que tinha começado no mandato de Pedro Proença. Para além disso, o organismo afirmou que se reuniu com “responsáveis máximos” da centralização nas principais Ligas Europeus, “operadores em atividade no mercado nacional e potenciais broadcasters internacionais, quer em canais lineares quer em plataformas de streaming”, “agências internacionais com experiência” na área, Governo, IPDJ, Autoridade da Concorrência e “os comandos nacionais da PSP, GNR, Polícia Judiciária, SIS e Proteção Civil”.
“Paralelamente, o trabalho relativo ao Regulamento Audiovisual e ao Regulamento de Controlo Económico está em desenvolvimento nas suas vertentes jurídica e técnica, com o objetivo de finalizar ambos com os mais elevados padrões de exigência e utilidade prática. Neste importante momento, a Liga Portugal aproveita para reafirmar o absoluto compromisso com o estipulado no Decreto-Lei n.º 22-B/2021, assumido também perante todas as Sociedades Desportivas e com os adeptos que acompanham as competições”, concluiu a nota.
“Acabámos de entregar o draft do documento que tinha de ser entregue até junho de 2026, o que significa que antecipámos esse limite de lei 11 meses. Este momento só é possível pela continuidade do que tinha sido feito pela direção anterior e claro, porque as nossas equipas, em conjunto com as Sociedades Desportivas, conseguiram produzir o documento que foi aprovado por unanimidade. É o primeiro passo importante e que nos levará a um final feliz na época 2028/29. Este é um marco muito importante destes 104 dias. As Sociedades Desportivas têm sido inexcedíveis e exemplares, quer na disponibilidade, quer no contributo de opiniões. Deixo também uma palavra de reconhecimento para as Ligas Europeias com que falámos e que ajudaram a que sejamos exemplo nesta matéria”, frisou Reinaldo Teixeira aos meios da Liga.
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