Antes do jogo, a calma que transbordava na antevisão ao encontro alargava-se à primeira vez que pisou o relvado do Estádio do Algarve para passar por uma zona de entrevistas rápidas a uma hora do início da final da Supertaça. Agradeceu o apoio, ainda tirou uma fotografia, reviu amigos como o antigo jogador que é hoje treinador Fernando Ferreira, seguiu para o balneário. Estava assim antes, foi-se mostrando assim durante sempre em conversa com os adjuntos que recebiam informações de uma zona mais alta do recinto, também não deixou de estar depois. E foi com esse espírito que Rui Borges abordou a derrota do Sporting, relativizando a perda do primeiro título da temporada para projetar aquilo que será a época para a frente.

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“Estou muito convencido do que a equipa foi capaz de fazer, não teve a sorte que o Benfica teve ao longo do jogo. Fomos claramente superiores a todos os níveis. Não entrámos tão bem nos primeiros minutos da segunda parte mas o adversário acabou por ser feliz numa perda de bola nossa com saída em transição. Fomos atrás do resultado, a mandar no jogo, com calma e tranquilidade. Fiquei feliz por aquilo que a equipa foi capaz de fazer”, começou por dizer na zona de entrevistas rápidas, voltando a fintar o comunicado do Benfica: “Foi um jogo bem disputado, teve a sorte o Benfica de ser feliz numa lance de finalização”.

Ainda nessa primeira abordagem, Rui Borges passou ao lado da ausência de Viktor Gyökeres. “O Sporting entrava sempre 0-0 nos jogos. Tivemos oportunidades, o Harder esteve muito bem, o Suárez entrou muito bem. Acabámos por não ser felizes, só isso… Se acredito num Sporting campeão? Acreditamos muito que o Sporting pode ser tricampeão. É por isso que vamos lutar. Se mantivermos este nível de concentração, de alegria, qualidade, com toda a certeza que teremos um final feliz”, atirou ainda na flash interview.

“O Sporting está refém dele próprio, isso e mais nada. O jogo não me deixa frustrado, deixa-me completamente confiante para aquilo que será o futuro. Dentro daquilo que foi a pré-época, dentro daquilo que foi a resposta que eles deram na pré-época, claramente têm algumas dificuldades de entender algumas coisas. A capacidade física está longe da necessária mas hoje deram uma resposta absurda, fantástica, da parte do grupo, individual e coletivamente. Isso só me deixou muito otimista e muito confiante para aquilo que será o futuro porque demonstraram claramente o porquê de serem bicampeões”, salientou mais tarde o técnico na conferência de imprensa, abordando a ausência de Viktor Gyökeres na equipa leonina.

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“Não perdemos pela forma física. Também não estamos no nosso patamar físico ideal. Mas ainda assim, demos uma resposta fenomenal ao longo de 90 minutos. Claramente superior ao adversário. Em todos os aspetos. Em relação à falta de eficácia. É falta de eficácia. Temos de trabalhar sobre ela e tentar melhorar para, no futuro, sermos mais eficazes e poder marcar. Temos de aumentar os índices físicos para conseguirmos ser mais intensos durante mais tempo. Nunca baixaram os braços, nunca se desligaram do jogo, nunca se desligaram daquilo que o jogo dava e correram sempre à procura, com muita qualidade. Dos jogos que fiz com o Benfica, foi o nosso melhor. E não ganhei, foi o único perdido. Por isso, muito feliz com a resposta da equipa e muito otimista com aquilo que será o futuro”, acrescentou Rui Borges.

“Esta derrota não belisca nada. Continuamos a ser os melhores mas não adianta só dizer que somos os melhores. Hoje demos uma demonstração clara de sermos os melhores, mas o adversário acabou por ser feliz e há que dar mérito. Temos de continuar o nosso caminho e, se o fizermos, vamos ser muito felizes ao longo da época”, concluiu o técnico dos verde e brancos, insistindo nos elogios à equipa.

“Queríamos a vitória obviamente, lutámos até ao fim. Eles foram mais felizes. O que faltou? Foi muito pela falta de eficácia. Trabalhámos muito durante o jogo, não criámos muitas ocasiões de golo e acho que é por aí a falta de eficácia. Gyökeres? Chegou há poucos dias um novo avançado. Temos de trabalhar com toda a equipa, trabalhar todos os aspetos de jogo. Magoado com ele? Não, já esclarecemos tudo. Queremos continuar assim ao longo da época, todos juntos”, frisou também Gonçalo Inácio em declarações à SportTV.

[Horas depois do crime, a polícia vai encontrar o assassino de Issam Sartawi, o dirigente palestiniano morto no átrio de um hotel de Albufeira. Mas, também vai descobrir que ele não é quem diz ser. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o segundo episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro aqui]