Foi um dos primeiros pormenores a surgir. Jorge Costa sentiu-se mal logo depois de dar uma entrevista à SportTV, em pleno Olival, acabando por sofrer uma paragem cardiorrespiratória fatal. O diretor para o futebol do FC Porto, antigo capitão dos dragões e internacional português, morreu esta terça-feira com apenas 53 anos — e instantes depois de dar a última entrevista.

De forma natural, até por estarmos no início de agosto, a entrevista foi muito focada no mercado de transferências — que está a ser bastante agitado no FC Porto, com a contratação-surpresa de Luuk de Jong e as chegadas de Jan Bednarek, João Costa, Dominik Prpic, Borja Sainz, Alberto Costa, Victor Froholdt e ainda Gabri Veiga. “Estamos a tentar, a dar o nosso melhor. O mercado ainda não fechou, tudo é possível, neste momento estamos muito contentes com o que temos. É sempre um período complicado, pode haver mais saídas e entradas. Com o Campeonato a começar estamos com a ambição natural e estamos atentos”, começou por dizer.

Morreu Jorge Costa, diretor de futebol do FC Porto e antigo internacional português. Tinha 53 anos

“Estamos a trabalhar sempre em sintonia com o treinador, que sabe o que é melhor para o clube e tem carta branca para fazer o que bem entender, porque temos muita confiança nele e nos jogadores. Estamos em sintonia, finalmente, com os nossos adeptos”, acrescentou Jorge Costa, que acompanhou André Villas-Boas como diretor para o futebol desde que o atual presidente do FC Porto se candidatou contra Jorge Nuno Pinto da Costa.

Mais à frente, o antigo central comentou o entusiasmo com Francesco Farioli. “É de trato fácil, um belíssimo treinador, e estamos muito contentes. Acima de tudo, os jogadores estão contentes e acreditam na ideia do treinador. Os adeptos também estão felizes e agora vamos começar o Campeonato, com a esperança de que possamos ter a pontinha de sorte que às vezes nos falha, mas com muita competência para sermos muito competitivos”, sublinhou.

“Nós temos consciência de que a época passada não foi positiva, mas estamos a trabalhar bem. Alterámos algumas coisas e somos muito competitivos. Com o Atl. Madrid deixámos a imagem do que queremos que seja a época, com o estádio cheio, uma equipa competente e um bom resultado, que tem de ser o mote. No início de cada época as expectativas são sempre as mais elevadas. Estamos muito satisfeitos, acho que os adeptos estão contentes e ansiosos. O trabalho que tem sido feito tem agradado e estamos ansiosos para que comece a época”, atirou.

Por fim, Jorge Costa lembrou ainda que é “fundamental começar bem” no primeiro jogo em casa, referindo-se à receção ao V. Guimarães na primeira jornada do Campeonato, e ainda comentou as eventuais saídas de Rodrigo Mora ou Diogo Costa. “Até ao final do mês tudo pode acontecer. Se pudermos aguentá-los vamos aguentá-los, mas por vezes há contratempos que não conseguimos controlar”, terminou.