E vão quatro anos. Pela quarta temporada consecutiva, o FC Porto venceu nas três primeiras jornadas do Campeonato, para além de que não sofreu qualquer golo nos três jogos, algo que também já tinha alcançado na época passada. Os dragões golearam o Casa Pia no Dragão na antecâmara do Clássico de Alvalade e juntaram-se a Sporting e Moreirense no pleno de triunfos, sendo que o Benfica tem menos um encontro disputado.

Borja, a verdadeira acendalha de uma equipa que não conhece lume brando (a crónica do FC Porto-Casa Pia)

Com os três jogos seguidos sem qualquer golo sofrido, o FC Porto estabeleceu um registo que ainda não tinha existido no ano civil de 2025 — com Martín Anselmi, por exemplo, só conseguiu estar dois encontros consecutivos sem conceder um golo. Na verdade, a última vez que os dragões tinham passado três jogos sem sofrer foi já em dezembro de 2024, na primeira volta da temporada anterior, com Vítor Bruno ao comando.

Já depois do apito final, na zona de entrevistas rápidas, Francisco Farioli mostrou-se naturalmente feliz com a exibição da equipa. “Estou feliz. A abordagem foi fantástica, com boa intensidade, com a paciência certa para criar oportunidades. Na segunda parte perdemos a estrutura, com bola não criámos tanto como deveríamos. Foi um resultado importante”, disse o treinador, explicando depois as substituições de Victor Froholdt, William Gomes e Bednarek.

“Estava a pensar em terminar o jogo com 11 jogadores. São três jogadores importantes com cartões amarelos quando estava 3-0. Temos de agir para proteger os jogadores porque algumas faltas poderiam causar algo mais”, acrescentou, abordando depois o Clássico da próxima semana contra o Sporting em Alvalade. “Tenho uma visão diferente, os jogos não foram assim tão fáceis, fizemos com que parecessem fáceis. Os jogadores abordaram os jogos com um ‘mindset’ incrível. Temos de continuar o trabalho. Ainda há muitas coisas que temos de melhorar, temos seis dias para preparar o jogo”, atirou.

Por fim, Francesco Farioli abordou ainda a lesão de Pepê, que sofreu um traumatismo ocular num treino e falhou o jogo. “Foi um infortúnio, levou com uma bola no olho e tem de ser avaliado. A performance do William foi fantástica, a energia e a velocidade. Disponível para o Sporting? Temos de ver, é uma lesão recente”, vincou.

Já Diogo Costa, que este domingo cumpriu o jogo 200 pelo FC Porto, estava orgulhoso da marca redonda. “Não é para qualquer um, nunca pensei fazer tantos jogos. Ninguém espera, quanto mais ser capitão tão cedo. Jogando em casa sabe sempre melhor. Sonhar alto é sempre bom, mas é preciso muito sacrifício e abdicar de muitas coisas, mas com humildade e muito trabalho, tudo é possível”, começou por dizer.

“Temos sempre de pensar no próximo jogo e não mais distante do que isso, temos de viver o dia a dia e ir em busca do melhor futuro possível. Temos de dar muito mérito ao treinador, surpreendeu-me muito pela positiva. Acredito muito em bons hábitos diários e foi o que ele trouxe, assim como exigência diária, trouxe uma nova energia. Tento treinar para ser o mais completo possível na baliza. Tudo o que está a acontecer devemos muito ao nosso treinador, treinamos no máximo, no limite e o sacrifício tem de estar sempre presente”, terminou o internacional português.