A quarta edição do troféu, a quarta possibilidade para as principais equipas portuguesas inverterem aquela que tem sido a história. A Supertaça Ibérica, com os melhores classificados de Portugal e Espanha (ou outro representante, no caso espanhol) na época anterior, tem levado um caminho onde, de forma invariável, os campeões conseguem vencer as meias-finais antes de uma decisão que cai sempre para o Barcelona. Mais uma vez, esse era o grande desafio, neste caso do FC Porto: quebrar essa hegemonia dos catalães e procurar também uma vaga na final, no encontro que antecedia o Sporting-Ademar León em Matosinhos.

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“Temos de competir e de ser agressivos. Somos um grupo jovem, temos muito potencial, estamos a viver os primeiros momentos da temporada e não damos nenhum jogo como perdido. Vamos lutar por tudo. Sei como joga o adversário e o que fazem mas o Barça é a melhor equipa do mundo. É muito complicado defrontá-los, todos os jogadores são muito bons mas veremos como corre o jogo. Estou muito contente aqui, fui muito bem recebido por todos – a direção, os meus colegas e os treinadores. Preciso de voltar ao meu nível e reconquistar a minha confiança porque mo ano passado estive muito tempo parado a recuperar de um problema no joelho mas confio que me estão a dar as oportunidades de que preciso e será uma questão de tempo. Vou continuar a trabalhar e a ajudar o grupo no que puder”, comentara Pol Valera, central/lateral dos dragões que esteve as últimas três temporadas no Barcelona, antes da meia-final diante dos blaugrana e da chegada de mais um reforço ao Dragão: o experiente lateral direito internacional sueco Martin Dahlin.

“É uma Supertaça Ibérica que todos querem ganhar, mesmo sabendo que o Barcelona ganhou todas as edições. É a primeira vez que o Ademar León está aqui mas no ano passado fez um grande campeonato e sabemos que vai ser um jogo muito difícil. Vamos entrar como entramos sempre, para ganhar e competir ao mais alto nível. A Supertaça contra o FC Porto foi um jogo difícil e viu-se que estamos prontos para jogar. O Ademar León é uma equipa que corre, que tem um grande guarda-redes e que sabe jogar. Já fizemos o nosso trabalho, vimos vídeos e treinámos esta semana em função deles. Não queremos pensar no que vem depois. Estamos no bom caminho, temos trabalhado muito bem mas temos de continuar sem olhar para o passado. Trabalhamos todos os dias para ganhar e conquistar títulos e este fim-de-semana temos mais uma oportunidade”, salientara Francisco Costa, lateral direito internacional português dos leões.

A Supertaça Ibérica chegava depois da Supertaça de Portugal, reconquistada pelo Sporting frente aos azuis e brancos. Era também a partir daí que o FC Porto: tentar potenciar o que foi feito de bom, corrigir as várias falhas defensivas e ofensivas que permitiram que os leões disparassem no marcador depois de um início equilibrado e surpreender um Barcelona ainda sem encontros oficiais esta época mas c de novo com um plantel montado não só para ganhar todas as provas nacionais e ibéricas mas também a Champions.

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A prestação do FC Porto melhorou a olhos vistos em comparação com o que tinha acontecido no passado sábado com o Sporting mas foi insuficiente para travar aquela que é para muitos a melhor equipa do mundo. O Barcelona conseguiu aproveitar uma entrada mais titubeante dos dragões para marcar um parcial de 4-0 mas a partir daí não mais conseguiu voltar a ter essa superioridade, com os azuis e brancos a conseguirem ir assentando o seu jogo e reduzindo a desvantagem para apenas dois golos (13-11) antes de um intervalo que chegou com 16-12. No segundo tempo, os catalães, ainda longe do rendimento habitual, voltaram a entrar melhor, tiveram mesmo um avanço de sete golos que parecia ter resolvido a partida (21-14 e 22-15) mas tiveram de se empenhar a fundo para segurarem o triunfo depois de uma boa recuperação do FC Porto que colocou o encontro por apenas dois golos (24-22), com o campeão espanhol a ganhar por 28-25.

“Creio que tivemos algum azar naquela jogada do Vasco Costa na parte final, não sei o que viram os árbitros de irregular mas a bola estava molhada e acabou por fugir-lhe das mãos. É sempre difícil perder mas estamos no caminho certo. Tivemos momentos muito bons na defesa e no ataque, mas cometemos alguns erros frente a uma grande equipa, que os soube aproveitar. Foram pequenos detalhes mas acho que estamos no caminho certo, mesmo tendo jogadores novos em posições importantes. Melhorámos desde o jogo com o Sporting. Precisamos de continuar a trabalhar forte para evoluir. O caminho é longo, mas acredito que podemos ser melhores e mais fortes no futuro”, frisou Magnus Andersson, técnico dos azuis e brancos, no final de um encontro que teve Mamadou Diocou como melhor marcador portista (seis golos).

Seguia-se a meia-final entre Sporting e Ademar León, com alguns pontos de contacto em relação ao que se tinha passado antes mas com uma diferença maior entre portugueses e espanhóis com os ataques rápidos dos leões, a frieza de Carlos Álvarez (que foi contratado este verão ao Ademar León) nos sete metros e a coesão defensiva a fazerem a diferença logo na primeira parte que terminou com uma vantagem de cinco golos (18-13). Essa superioridade teve prolongamento na segunda metade, com os espanhóis a tentarem soluções mais arrojadas em termos ofensivos como o 7×6 e com os leões, tendo os irmãos Costa em destaque, a manterem a boa defesa e o poderio na primeira linha para um triunfo com gestão à mistura para o 42-27 final, aproveitando também uma clara quebra anímica do Ademar León depois de um longo período sem marcar.