Dani Rodríguez, é este o nome do protagonista do futebol espanhol por estes dias. Tem 37 anos, atua como extremo e representa o Maiorca desde 2018, clube do qual é capitão. Ao longo das três primeiras jornadas do Campeonato espanhol, disputou apenas 67 minutos, tendo sido lançado ao intervalo frente ao Barcelona (derrota por 0-3) e a 22 minutos do fim diante do Celta de Vigo (1-1 em casa). Na última partida, contudo, voltou a ser suplente e não saiu do banco no desaire no Estádio Santiago Bernabéu, diante do Real Madrid (2-1).
O início da nova temporada está longe de ser positivo para a equipa de Maiorca que luta para se manter no principal escalão do futebol espanhol, onde está, de forma ininterrupta, desde 2021/22. E o cenário negativo promete continuar. Nas horas que se seguiram ao duelo frente ao Real Madrid, Dani Rodríguez recorreu às redes sociais para publicar uma série de imagens e vídeos da sua família nas bancadas do estádio dos blancos, deixando ainda uma mensagem a criticar as escolhas do treinador Jagoba Arrasate.
“Viajei com a ilusão dos meus filhos de verem o pai jogar no Bernabéu. Uma lição e conselho importante para eles: nunca esperem nada de ninguém, menos ainda hoje em dia, quando a meritocracia, a cultura e o respeito pelo trabalho praticamente não existem. Não faças as coisas à espera de algo em troca. Faz por ti e pela tua paixão. O respeito e o carinho das pessoas conquistam-se dentro de campo. Sacrifica-te pelos teus sonhos, mesmo que te coloquem pedras no caminho. Acredita sempre em ti. As coisas conquistam-se, não se oferecem. E quando as conquistas, sabem ainda melhor”, escreveu o extremo numa mensagem publicada no Instagram. “O meu desagrado nada teve a ver com o facto de os meus filhos não me poderem ver jogar, nem acho que tenha mais direito do que ninguém por esse motivo. Não me incomoda não jogar — é algo a que estou habituado depois de toda uma carreira”, afirmou mais tarde.
Numa segunda mensagem, que entretanto deixou de estar disponível nas suas redes sociais, deixou mais críticas ao treinador: “Compreendo e respeito profundamente que as decisões sobre quem joga pertencem única e exclusivamente ao treinador. São da sua responsabilidade e sempre as respeitei. O que não posso aceitar é a falta de respeito pelo compromisso e dedicação. Dói-me que um jogador que acabou de chegar, com apenas um treino, tenha a oportunidade de jogar à frente de colegas que há anos defendem esta camisola com suor e dedicação, colocando sempre o clube acima de tudo. Espero que o Jan [Virgili] tenha sucesso aqui e que todos nós possamos ajudá-lo. Mas que algo assim aconteça envia uma mensagem horrível ao balneário: não importa o trabalho, a dedicação ou a lealdade. Foi isso que me irritou. Que fique claro: este é o clube da minha vida. Sempre dei e darei o meu máximo por esta camisola. Só peço que esse mesmo compromisso seja respeitado. No sábado, esse respeito não existiu”.
Nota informativa: Dani Rodríguez
— RCD Mallorca (@RCD_Mallorca) September 3, 2025
Esta quarta-feira foi a vez do Maiorca, clube onde atua o internacional português Samuel Costa, responder em comunicado, tendo optado por suspender o seu jogador e retirar-lhe a braçadeira de capitão. “O RCD Maiorca informa que estabeleceu uma suspensão de emprego e salário ao jogador Dani Rodríguez. Além disso, o clube retira a capitania ao futebolista com efeito imediato”, anunciou o clube numa curta declaração.