Faltam poucos dias para se celebrarem 140 anos de História. O Elevador da Glória, também conhecido como Ascensor da Glória, é um dos mais incontornáveis pontos turísticos da cidade de Lisboa. Em pleno coração da capital portuguesa, faz a ligação entre a Praça dos Restauradores, na Baixa, e o Jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto. Há dois ascensores no local a fazer o curto percurso dezenas de vezes por dia — são 265 metros, com uma inclinação de 17%.
Desenhado pelo engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard, o Elevador da Glória foi inaugurado a 24 de outubro de 1885, tornando-se o segundo funicular de Lisboa, logo a seguir ao da Bica, o Elevador da Lavra. Nessa altura, o sistema de tração do ascensor fazia-se por cremalheira (um sistema idêntico aquele que é usado nas bicicletas) e um cabo equilibrado com contrapeso de água. Ao longo do tempo, o ascensor foi sofrendo alterações, desde logo em 1914, quando passou a ser movido a eletricidade.
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Aquele que era um importante meio de transporte para os lisboetas foi-se tornando uma relíquia em andamento no coração da cidade, atraindo turistas de todo o mundo, de tal forma que, em 2002, adquiriu o estatuto de Momento Nacional. Os ascensores são conduzidos por um guarda-freios e os utilizadores podem seguir sentados ou em pé.
Atualmente, uma viagem no Elevador da Glória custa 4,20 euros se o bilhete for adquirido a bordo ou nas máquinas da Carris em 2025, sendo que há outras alternativas mais baratas ou até grátis para quem tem cartão ou passe de transportes. A verdade é que as filas para subir a bordo do Elevador da Glória passaram a ser uma constante na Calçada da Glória e são milhares os turistas que, diariamente, fazem questão de entrar no histórico ascensor para fazer a curta viagem entre a Baixa e o Bairro Alto.
O acidente desta quarta-feira não é o primeiro na história recente deste monumento. A 7 de maio de 2018, o Elevador da Glória tinha descarrilado devido a “uma falha grave de manutenção”, que fez com que a composição saísse dos carris. Nessa altura, a carruagem não tombou e ninguém ficou ferido, ainda que o elevador tenha ficado sem operar durante um mês.
No acidente desta quarta-feira, as primeiras informações dão conta de que um cabo se soltou, o que levou o ascensor a embater num edifício, causando a morte a 15 pessoas e provocando pelo menos 18 feridos.
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