A Polícia Judiciária deteve mais um elemento de um grupo criminoso organizado, que se dedicava à prática reiterada de crimes de auxílio à imigração ilegal, corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documentos, no âmbito da Operação “Gambérria”, que no passado mês de maio fez outros 13 detidos e desmantelou o grupo.

Em comunicado, a PJ avança que o detido é um homem estrangeiro com 37 anos e sem antecedentes criminais conhecidos em Portugal. Foi presente no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), tendo em vista a aplicação das medidas de coação entendidas por mais adequadas. Ficou em prisão preventiva.

Durante a operação foram ainda cumpridos três mandados de busca que resultaram na apreensão, entre outros, de um acervo de documentação utilizada em processos de legalização irregular de estrangeiros, equipamentos eletrónicos para copiar ou captar códigos de segurança para abertura remota, dinheiro em numerário e equipamentos informáticos.

Em maio foi desmantelado este grupo e detidas 13 pessoas, sete homens e seis mulheres, entre os quais sete empresários, uma advogada e uma funcionária da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Segundo a PJ, os imigrantes eram angariados pelo grupo em redes sociais, sendo-lhes dado a conhecer “possibilidades e facilidades”, mediante o pagamento de “um valor significativo”, e o grupo terá auxiliado milhares de imigrantes ilegais, do Brasil e do Hindustão, com a ajuda de “uma toupeira” do MNE.

No âmbito desta operação da Diretoria do Centro, que intitularam de “Gambérria”, foram realizadas 40 buscas domiciliárias e não domiciliárias em Coimbra, Espinho, Carregal do Sal, Amadora, Odivelas, Loures e Lisboa.