A par do jogo com o RB Salzburgo, este foi, provavelmente, o pior jogo do FC Porto na presente temporada. Ainda assim, os dragões superaram o Estrela Vermelha com um golo de Rodrigo Mora no fim, depois de William Gomes, o autor do golo decisivo na Áustria, ter inaugurado o marcador de penálti. Pelo meio, os portistas, que entraram dominadores, quebraram na parte final do primeiro tempo, sofreram o empate de Vasilije Kostov, mas reagiram na segunda parte, quando Francesco Farioli começou a lançar os “titulares”. Mora até acabou a ponta de lança, depois de Deniz Gül ter sido substituído, mas concluiu da melhor forma mais uma jogada brilhante de transição rápida, da autoria do laboratório do Olival (2-1).

Mora é a Estrela que guia o dragão em noites de bom tempo e antes de um alerta em tons Vermelhos (a crónica do FC Porto-Estrela Vermelha)

Feitas as contas, o FC Porto continua em grande plano, mesmo com os jogos sucessivos e com menos de 72 horas de recuperação, e vai chegar ao clássico com nove vitórias em nove partidas, algo que só conseguiu três vezes na sua história — para além desta época, André Villas-Boas chegou aos 11 triunfos em 2010/11 e, em 1939/40, Miguel Siska colocou o recorde nas 13 vitórias. No jogo de estreia de Ángel Alarcón e Dominik Prpic na fase principal de uma competição europeia, William chegou ao quarto jogo seguido a faturar, tendo marcado três dos últimos seis golos internacionais dos dragões. Curiosamente, este golo, de penálti, foi o seu primeiro apontado dentro da área com a camisola azul e branca. Há seis anos que o FC Porto não tinha um golo tão madrugador, no Dragão, em jogos da Liga Europa, quando Tiquinho Soares marcou ao Young Boys, aos sete minutos. Por outro lado, Kostov tornou-se no primeiro adversário a desfeitear os portistas, ao cabo de nove jogos.

Rodrigo Mora apontou o seu primeiro golo na presente temporada, ao passo que o FC Porto continua invicto frente a equipas sérvias: três vitórias (todas em casa) e dois empates (todos fora). Olhando apenas às fase de grupos ou de liga das competições europeias, há 13 anos que o emblema da Invicta não vencia as duas primeiras jornadas, repetindo o que fez em 2012/13, ante Dinamo Zagreb e PSG. Noutro capítulo, esta vitória do FC Porto, a par do histórico triunfo do Sp. Braga na Escócia, Portugal subiu ao topo do ranking da UEFA em 2025/26, o que pode valer uma vaga extra na próxima Liga dos Campeões. O Campeonato Nacional tem por esta altura 6,800 pontos, contra os 6,722 da Premier League e os 6,625 da Liga dinamarquesa.

“Antes do golo [do Estrela Vermelha], o jogo estava sob controlo, com bola e sem bola. Com a bola, acho que podíamos ter feito um pouco melhor, mas, no geral, estava tudo bem. Também enfrentámos uma equipa que joga um pouco diferente do normal, mas acho que estivemos bem. O golo sofrido é uma distração na bola parada, não ganhámos a segunda bola. Ainda há muito para trabalhar e melhorar. Em geral, acho que foi um resultado positivo e uma boa performance da equipa. A imagem do segundo golo é uma boa imagem do que nós somos ou tentamos ser. Depois, é claro, estamos longe de sermos perfeitos. O segundo golo é uma ação que vem com três/quatro passes, com uma fantástica contribuição do Gabri Veiga e do Froholdt. Na parte final, o Pepê a conduziu e decidiu facilitar a vida do Rodrigo [Mora]. Acho que é uma imagem muito boa para se ter em mente”, explicou Farioli à SportTV.

“Gestão? Até sofrermos o golo, o jogo estava sob controlo. No final, foi difícil jogar contra uma equipa que estava a marcar todos os jogadores individualmente, com exceção dos centrais. Foi um cenário um pouco diferente do que estamos acostumados a enfrentar. Demorámos um pouco de tempo a adaptar-nos. Em geral, o jogo foi bastante positivo. Tenho uma boa sensação, mas preciso de rever o jogo esta noite para ter uma ideia melhor. Mora? Disse no início da temporada que pode jogar em mais do que uma posição. O Deniz Gul começou a ter algumas cãibras e pensei que fosse uma oportunidade para jogar com o Mora na frente, como falso nove, e utilizar mais as desmarcações de Gabri e Victor. Acho que o Rodrigo pode cobrir diferentes opções. Ganhar a Liga Europa? Primeiro temos de nos qualificar. É uma longa maratona, faltam seis jogos. Na última temporada, começámos com três vitórias no Ajax e só nos qualificámos no último jogo. Temos de continuar. Temos de continuar a melhorar porque o nível da Liga Europa é muito alto”, concluiu.

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