António Silva é um homem de jogos grandes desde o momento em que chegou à equipa principal do Benfica. Poucos não se lembram da exibição contra o PSG de Lionel Messi, há precisamente três anos e na Liga dos Campeões, e todos se recordam da maneira como sempre se bateu com Viktor Gyökeres nos dérbis contra o Sporting. Este domingo, no Dragão, não foi exceção.

O central português foi o melhor jogador do Benfica contra o FC Porto, acabando por esvaziar a exibição de Samu e tornando-se o elemento mais fiável da defesa encarnada — mesmo ao lado de Otamendi. Com alívios importantes, cortes cruciais e interceções oportunas, António Silva celebrou cada ataque contrário que destruiu como se de um golo se tratasse e juntou-se a Trubin na hora de ser o principal responsável pela baliza inviolada que a equipa de José Mourinho traz do Dragão.

António Silva terminou o jogo com 39 passes concluídos e uma eficácia de passe de 82%, para além de um tackle, um remate interrompido, cinco alívios e dois duelos conquistados em três disputados. Num dia em que o Benfica não assinou uma exibição brilhante, mas madura e organizada, o internacional português voltou a dar mais uma lição de seriedade e concentração e pareceu nunca tremer mesmo nas alturas em que Samu (e depois Deniz Gül) podia causar mais problemas.

Apesar da prestação de António Silva e até da de Enzo Barrenechea, protagonistas absolutos da competência defensiva do Benfica contra o FC Porto, Amar Dedic foi eleito o melhor jogador do Clássico e depois do apito final não escondeu que a prioridade dos encarnados era não sofrer golos. “É sempre um bom sentimento ser o melhor jogador. O 0-0 é bom, mas podia ter sido melhor. Podíamos ter levado os três pontos, mas também não perdemos. Lutámos, foi um jogo difícil, mas seguimos”, começou por dizer o lateral.

“Penso que estivemos bem, defendemos bem. Não conseguimos criar muitas chances, mas jogar aqui é difícil. O mais importante é não conceder e foi isso que conseguimos. Claro que procuramos jogar melhor, vamos trabalhar para isso. O treinador dá-nos energia positiva todos os dias no treino. Lutámos pela equipa, pelo clube e pelo treinador. Demos o nosso melhor para voltar a ganhar jogos. Mourinho disse-nos que iria ser um jogo difícil, numa atmosfera difícil. Para nos mantermos calmos e compactos”, acrescentou.