A peça Aquela canção sobre o fim, que se estreia quinta-feira, no Teatro S. Luiz, em Lisboa, aborda a história desastrosa de uma reunião de amigos do secundário que não conseguem mais relacionar-se.
A peça, uma “comédia ácida”, segundo o S. Luiz, começa com um simples jantar de amigos: “Mas será que existe algo mais, e que este não se trata apenas de um simples jantar?”, questiona o teatro.
Com texto, criação e encenação de Mário Coelho, a sinopse da peça fala de “uma tragédia contemporânea apoiada na mitologia grega, bem como uma reflexão sobre a cultura de cancelamento e uma crítica à hipocrisia das relações contemporâneas fundadas no gosto e não gosto“.
À medida que a noite avança, as conversas superficiais começam a cruzar-se “com provocações subtis e desentendimentos, trazendo à tona feridas que não cicatrizaram”.
Um jantar esperado como um “momento de celebração” acaba por se tornar “numa dança instável entre velhos laços e novas rivalidades”, aumentando a tensão entre os amigos e acabando por confrontá-los com “verdades sobre si mesmos e as suas relações”.
Neste “em que nada é o que parece”, mostra-se que “tudo pode mudar a qualquer momento”.
Aquela canção sobre o fim é interpretada por Ana Valente, Ana Valentim, Ana Vilela da Costa, Anabela Ribeiro, Carolina Dominguez, Mário Coelho e Roxana Ionesco.
Na assistência de encenação está Patrícia Fonseca e Pedro Baptista, enquanto a cenografia e os figurinos são de Leonardo Garibaldi.
No apoio à cenografia está Margarida Silva, no desenho de luz Diana dos Santos, no desenho de som Filipe Baptista e no vídeo Miguel Cravo.
Com participação no vídeo estão Pedro Baptista e Valerie Braddell e na participação em áudio Dalila Carmo, Lúcia Moniz, Mariana Ferreira e Matilde Ribeiro.
Coproduzido pelo Cineteatro Louletano, O Espaço do Tempo e pelo São Luiz Teatro Municipal, Aquela canção sobre o fim está em cena na sala Mário Viegas até dia 26, com récitas de quarta-feira a sábado, às 19h30, e, ao domingo, às 16h.
A sessão de 12 de outubro tem interpretação em Língua Gestual Portuguesa, as sessões de 15 e 19 estão designadas como “sessões descontraídas” e as de 24 e 26 de outubro terão audiodescrição.