A taxa de inflação abrandou para 2,4% em setembro, confirmou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). O INE confirma, assim, a estimativa que já tinha avançado sobre a evolução dos preços no último mês. A taxa de 2,4% é inferior em 0,4 pontos percentuais à que tinha sido registada em agosto. A inflação estava a subir há cinco meses consecutivos.

Os alimentos continuam a pressionar os preços, apesar de em setembro o índice relativo aos produtos alimentares não ter acelerado, o que tinha acontecido nos sete meses anteriores. Em setembro, manteve-se em 7%.

O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, registou uma variação de 2,0%, inferior aos 2,4% de agosto.

O índice relativo aos produtos energéticos teve uma variação de 0,3%, superior aos -0,2% registados no mês anterior.

A variação mensal do IPC foi 0,9%. Em agosto fixou-se em -0,2% e em setembro de 2024 tinha sido de 1,3%. A variação média dos últimos doze meses foi 2,4%.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que serve de referência às comparações europeias, teve uma variação homóloga de 1,9%, que compara com os 2,5% do mês anterior. É 0,3 pontos inferior ao valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro.

Inflação abranda para 2,4% em setembro