Leia aqui tudo sobre as eleições de 2025 do Benfica
O atraso era garantido, o atraso foi ainda maior do que inicialmente pensava – a ponto de, a um determinado momento, João Noronha Lopes ter feito um compasso de espera para falar aos jornalistas antes de entrar no Pavilhão da Luz quando deveria haver uma diferença de meia hora entre um e outro candidato. Ainda assim, Martim Mayer nem por isso se importou de toda a fila que foi atravessando com grande parte dos elementos que fazem parte das suas listas, mostrando-se satisfeito com toda a afluência às urnas.
“Se é preciso sangue novo? Sem dúvida nenhuma. Quando não há vitórias, tem de haver mudança. É preciso sangue novo, Benfica no Sangue, alguém que dirija o clube rumo à vitória”, começou por referir logo numa primeira resposta que trouxe à baila o lema da sua candidatura. “Gosto muito de ver a afluência das pessoas. Achava interessantíssimo batermos o recorde mundial de eleições num clube. Somos muito mais do que um clube português, somos um clube do mundo. Apelo a que os sócios continuem a votar, vamos dar uma lição de democracia”, acrescentou o gestor, que considerou provável uma segunda volta… consigo.
Conversas com os sócios? Hoje não é dia de outra coisa que não desejarmos boas eleições uns aos outros. Somos todos do Benfica, temos de apelar à união. Problemas noutros locais? Só coisas que têm de ser afinadas aqui e ali. Algumas secções que abriram um pouco mais tarde, outras que estão com as filas a incrementar… Mas são tudo coisas pontuais. Tenho ouvido falar de algumas coisas mas penso que nada de significativo”, comentou Martim Mayer.
“Afluência como sinal de mudança? Sinto que pode ser. Entendo que há pessoas que não se revêm no Benfica há muito tempo porque o clube perdeu certos valores nos quais acredito e nos quais muitos sócios acreditam. É o que pretendo trazer de volta. Grito de revolta? Não, é um grito de Benfica. Se sou o homem certo? Diria que sim, esta proposta que fiz teve muito amor e paixão, agora fica com os sócios”, apontou o candidato da lista B, que chegou acompanhado de vários elementos das listas, familiares e outros apoiantes.
“Jonker é uma peça muito importante. O Benfica vive, acima de tudo, do futebol, mas há muito mais do que isso: uma estrutura inteira pronta para trabalhar todas as secções do clube. A área patrimonial, as modalidades, a parte financeira, os direitos televisivos… Tenho essa competência e é isso que vamos fazer”, concluiu antes de votar. “Espero que continue com esta cadência [de votantes], devemos hoje bater um recorde e ser o clube com eleições mais votadas no mundo inteiro. Isto demonstra bem que o clube está vivo, vigoroso e aproximar os seus sócios do clube. A minha expectativa é de que as coisas corram com a máxima ordem, como estão a correr, e que continuemos a ter um verdadeiro ato de democracia”, disse à BTV.