1989, 1991, 2025. Depois de conquistar o Campeonato do Mundo Sub-20 em duas edições consecutivas, em Riade e depois em Lisboa, Portugal conquistou agora o Campeonato do Mundo Sub-17 em Doha. O futebol português alcançou assim o seu terceiro título mundial, sendo que pelo meio perdeu a final do Mundial Sub-20 de 2011 para o Brasil.

21 rapazes e a história de uma geração de ouro que encontrou o seu Midas (a crónica da final do Mundial Sub-17)

Com a vitória desta quinta-feira, Portugal tornou-se o 11.º país a ganhar o Campeonato do Mundo Sub-17, sendo que a Nigéria é a recordista de triunfos, com cinco. Cinco meses depois de conquistar o Campeonato da Europa do mesmo escalão, a geração orientada por Bino Maçães ultrapassou Bélgica, México, Suíça e Brasil, sendo que na fase de grupos goleou Nova Caledónia e Marrocos e ainda perdeu com o Japão, antes de derrotar a Áustria no encontro decisivo com um golo solitário de Anísio Cabral.

Depois do apito final, Portugal dominou ainda as distinções individuais do Campeonato do Mundo: Anísio Cabral recebeu a Bota de Prata por ter sido o segundo melhor marcador da competição, com sete golos, Romário Cunha foi o melhor guarda-redes, Mauro Furtado foi o terceiro melhor jogador e Mateus Mide ficou com a Bola de Ouro, sendo eleito o melhor jogador da prova. 

Depois do apito final, Bino Maçães estava naturalmente emocionado. “Fantástico. Grande trabalho dos miúdos, temos vindo a dizer isso. Sabíamos que ia ser muito difícil, havia uma desgaste muito grande, mas eles foram fantásticos. Parabéns. Acho que dificilmente isto vai ser igualado, é um trabalho fantástico destes jovens. Espero que, por tudo o que já fizeram, possam ter um futuro fantástico para valorizar também o que fizeram agora”, começou por referir.

“Estou muito feliz. Embora seja mais controlado, é da minha natureza. Muito satisfeito, também pelas pessoas que gostam de mim, pelas pessoas que me apoiam, família, amigos. Têm estado sempre a torcer por mim. Mas acima de tudo aos portugueses. Foi um fantástico trabalho de todos nós, dignificámos novamente Portugal e colocámos esta geração no nível mais elevado que existe. Mas isto nunca pára. É muito bom, vamos festejar, como é lógico, mas depois há mais. Um apuramento logo a seguir. Foi um trabalho fantástico. Não há muitas palavras. Acho que em termos de organização defensiva estiveram muito acertados, aqui ou ali um ou outro erro. Mas acho que merecemos inteiramente ganhar esta final”, acrescentou.

Mais à frente, Bino garantiu que vai festejar. “Eu festejo, não festejo é como eles. Não tenho já a idade deles… Estava muito seguro da qualidade dos jogadores. Só mudámos um e nem era por aí. Quero dedicar também esta vitória ao Gil porque esteve connosco no Euro e não esteve aqui. Tem tido um trajeto fantástico. Está a fazer um grande trabalho no Benfica e tinha de enaltecer também o que fez. Continua a ser um dos nossos e, por isso, muito satisfeito. Mas não só esse… Grande trabalho para todos e esperemos que no futuro possam estar presentes para saborear este tipo de vitórias”, terminou.