É em fevereiro de 2026 que Marius Borg Høiby começa a ser julgado pelas 32 acusações do Ministério Público norueguês, incluindo quatro violações que terão ocorrido em 2018, 2023 e 2024, com a última a ser perpetrada após o início da investigação policial. O filho da princesa Mette-Marit já não vive com a família real desde agosto,e a Casa Real norueguesa já declarou que não arcará diretamente com os custos dos processos legais, mas a imprensa norueguesa divulgou quem está a pagar pelos honorários dos advogados até agora: a avó, Marti Tjessem.
“Sim, podemos confirmar isso”, disse o advogado de Marius, Elias Christensen, ao canal de televisão norueguês TV 2 esta terça-feira. “Normalmente não discutimos esse assunto. No entanto, neste caso, o cliente solicitou que isso fosse divulgado devido à pressão da imprensa. O dinheiro foi depositado no nosso escritório pela avó do cliente. Além disso, não temos comentários a fazer sobre essas transações”, disse.
O advogado faz referência aos valores resultantes de um processo movido recentemente por Marius Borg para impedir a publicação de um livro, chamado “Riscas brancas, ovelhas negras”, que dá detalhes sobre a sua vida e crimes em que estará envolvido. Como o tribunal norueguês permitiu a sua publicação, considerando que a obra aborda temas de interesse público, o filho de Mette-Marit ficou obrigado a pagar uma indemnização de 39 mil euros à editora, cerca de 6 mil euros dos custos da Associação Norueguesa de Editores e os honorários. Contas feitas, Marti Tjessem pagou 116 mil euros em custas judiciais. De acordo com o jornal Se og Hør, a mãe de Mette-Marit, de 88 anos, tinha em 2024 um património líquido de 230 mil euros, com uma renda anual de cerca de 35 mil euros, o que significa que terá cedido quase metade do seu património.
O jornal norueguês avança ainda que Marius Borg declarou um património líquido de 11 mil euros em 2024, o que não é compatível com o estilo de vida que o filho da princesa da Noruega tem exibido. Recentemente, depois de deixar a residência real, o enteado do príncipe Haakon foi viver num condomínio de luxo numa das áreas mais caras de Oslo, onde os apartamentos podem custar entre 2.500 e 4.200 euros por mês.
A partir de 3 de fevereiro de 2026, as custas judiciais devem aumentar consideravelmente, podendo chegar a milhões de euros em indemnizações no caso do tribunal considerar as acusações procedentes. O julgamento coincide com um período em que o príncipe Haakon ganha um papel mais proeminente, depois de em abril o Rei Harald V anunciar, aos 88 anos, que decidiu reduzir a sua presença em compromissos públicos devido a questões de saúde. Apesar de Marius Borg não ser oficialmente um membro da realeza, já que é filho do primeiro casamento de Mette-Marit, o jovem foi criado junto da princesa Ingrid Alexandra e do príncipe Sverre Magnus. A família real já reforçou que nem a Corte Real nem o casal príncipe herdeiro arcam com as despesas diárias do jovem de 28 anos.