Marte, robotáxis, o Tesla Roadster, Inteligência Artificial Geral (IAG) e cortes no Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) podiam ter marcado o ano 2025, caso as promessas de Elon Musk tivessem sido cumpridas. Nos últimos anos, o empresário, que é também o homem mais rico do mundo, com uma fortuna de 733 mil milhões de dólares (624 mil milhões de euros), tem apresentado metas, mas, relativamente ao ano que passou, nenhuma foi executada, segundo o balanço feito pelo jornal espanhol El Mundo.

Um dos objetivos mais ambiciosos para 2025 era o envio de um ser humano a Marte. A previsão tinha sido apresentada inicialmente numa entrevista ao The Wall Street Journal, em 2011, quando Musk estimou a concretização do envio para 2024, com chegada no ano seguinte. Contudo, apesar dos diversos testes da Starship, ainda não foi possível colocar pessoas no planeta vermelho.

Quanto aos robotáxis, e contrariamente à estimativa de que metade dos americanos teria acesso a este meio de transporte autónomo em 2025, apenas é possível usufruir dele em Austin, no estado do Texas, num serviço experimental. Por enquanto, ainda decorrem ensaios na estrada, mas com um ser humano ao volante.

É um facto que 2025 ficou marcado pela Inteligência Artificial (IA), o que até valeu a distinção de personalidade do ano da Time a Elon Musk, mas, embora tenham sido registados diversos avanços e investimentos nesta área, ainda não foi desta vez que surgiu a Inteligência Artificial Geral, capaz de raciocinar com os seres humanos. 2026 avizinha-se como uma nova data de esperança para esta ferramenta.

O CEO da TESLA e da SpaceX também tinha estabelecido o objetivo de criar um novo carro superdesportivo do modelo Roadster (Roadster 2G), que promete 402 km/h de velocidade de ponta e 0-100 km/h em apenas 1,9 segundos. Esta inovação tem sido prometida desde 2017 e adiada sucessivamente. Em novembro, no podcast de Joe Rogan, o bilionário anunciara também o desenvolvimento, até ao final do ano, de uma versão voadora do Roadster, mas o lançamento foi adiado para abril de 2026 e a produção para 2027, numa altura em que a empresa automóvel enfrenta quebras em alguns mercados.

Outra promessa do empresário, que assumiu funções no DOGE dos Estados Unidos da América sem experiência política, era a eliminação de dois biliões de dólares (1.7 biliões de euros) em desperdício federal. No entanto, e paradoxalmente, registou-se um aumento dos gastos públicos e uma não aplicação dos cortes prometidos durante a gestão de Musk. Após a eleição de Trump em janeiro, tornou-se mais evidente o desajuste das ideias do empresário com a realidade e este acabou por anunciar a saída do departamento em maio.