Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,5% em novembro face ao mesmo mês de 2024, com a mão-de-obra a subir 8,7% e os materiais 1,0%, segundo estimativa hoje divulgada pelo INE.

A variação homóloga do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) situou-se em 4,5% em novembro, uma taxa superior em 0,1 pontos percentuais face à observada em outubro — entretanto revista em alta –, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Depois de em outubro ter verificado uma variação homóloga de 1,3%, o preço dos materiais subiu 1,0% em novembro, enquanto a variação relativa ao custo da mão-de-obra aumentou 0,6 pontos percentuais face a outubro para 8,7%.

De acordo com o INE, entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do preço estão os vidros e espelhos, que subiram cerca de 25%, e os móveis de cozinha, os artigos sanitários e elevadores, escadas e tapetes rolantes, todos com subidas de 5%.

Em sentido contrário, betumes e chapa de aço macio e galvanizada desceram 10% e os materiais de revestimento, isolamentos e impermeabilização e os produtos cerâmicos baixaram cerca de 5%.

Numa análise em cadeia, a taxa de variação mensal do ICCHN foi de 0,4% em setembro, mais 0,2 pontos percentuais do que no mês anterior, com o custo dos materiais a recuar 0,2% e a mão-de-obra a avançar 1,1%.

Exportações sobem 0,6% e importações 4,3% até novembro de 2025

As exportações de bens caíram 1,7% e as importações recuaram 7,9% em novembro de 2025, em termos homólogos, acumulando um crescimento de 0,6% e 4,3% desde o início do ano.

Como resultado desta evolução, o défice da balança comercial de bens diminuiu 629 milhões de euros em novembro face ao mesmo mês de 2024 e 867 milhões relativamente a outubro, situando-se nos 1.991 milhões de euros, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No entanto, quando excluídas as transações sem transferência de propriedade (TTE), o défice da balança comercial de bens totalizou 2.246 milhões de euros em novembro, refletindo um agravamento de 167 milhões em termos homólogos e um desagravamento de 569 milhões face ao mês anterior.