1243,7kWh poupados 1243,7 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Morreu Scott Adams, criador da banda desenhada "Dilbert". Cartoonista tinha 68 anos

Este artigo tem mais de 6 meses

Adams tinha sido diagnosticado com cancro da próstata no ano passado. Trump lamentou a morte do cartoonista, cuja publicação da tira foi cancelada após declarações racistas em 2023.

GettyImages-1321935795
i

▲Personagem que parodiava a vida de escritório foi publicada nos jornais norte-americanos entre 1989 e 2023

San Francisco Chronicle via Gett

▲Personagem que parodiava a vida de escritório foi publicada nos jornais norte-americanos entre 1989 e 2023

San Francisco Chronicle via Gett

Scott Adams, cartoonista criador da banda desenhada “Dilbert”, morreu esta terça-feira aos 68 anos, vítima do cancro da próstata que lhe tinha sido diagnosticado em maio de 2025. O anúncio foi feito pela sua mulher, Shelly Miles, no programa diário que mantinha no YouTube e na plataforma de streaming Rumble. “Infelizmente, não tenho boas notícias. Ele já não está entre nós”, afirmou Miles no início do programa.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, lamentou numa publicação na Truth Social a morte do cartoonista que sempre o apoiou, tendo lhe chamado de “o Grande Influenciador”.

“Ele era um tipo fantástico, que gostava de mim e respeitava-me quando isso não era moda. Lutou corajosamente uma longa batalha contra uma doença terrível. As minhas condolências à sua família e a todos os seus muitos amigos e ouvintes. Sentiremos muito a sua falta. Deus o abençoe, Scott”, lê-se no post.

Dilbert, uma banda desenhada focada na personagem homónima e as suas vivências no escritório onde trabalha, estreou-se em 1989 e esteve mais de 30 anos nas páginas de vários jornais norte-americanos, incluindo o Washington Post e o Los Angeles Times. Em Portugal, a tira foi publicada nos anos 90 no Diário de Notícias e em várias coletâneas, pela editora Asa.

Em 1997, Adams recebeu o Prémio Reuben para Cartunistas em Destaque do Ano da National Cartoonists Society. No mesmo ano, Dilbert tornou-se na primeira personagem fictícia a entrar na lista da revista Time dos norte-americanos mais influentes.

“Estamos a torcer por ele, porque é o porta-voz das lições que acumulámos — mas temos muito medo de expressar — no nosso esforço para evitar o homicídio ‘cubicular’ [em referência aos postos de trabalho em cubículos, que há em escritórios de várias empresas]”, escreveu a revista na altura.

Além dos livros e jornais, Dilbert chegou também à televisão, com uma série de animação na qual o ator Daniel Stern, um dos ladrões de “Sozinho em Casa”, dava voz à personagem principal.

Porém, em 2023, todos os órgãos onde surgia o cartoon deixaram de o publicar, reagindo a comentários racistas feitos pelo próprio Adams no seu programa no Youtube. O cartoonista, que se dedicava ao comentário político da direita norte-americana, reagia a uma sondagem que indicava que 26% das pessoas negras discordavam da frase “É ok ser branco”, um slogan associado à supremacia branca, segundo a NBC News.

“Eu diria que, com base na forma como as coisas estão a correr atualmente, o melhor conselho que eu daria aos brancos é que se afastassem dos negros… porque não há como resolver isto”, afirmou então, acrescentando que os que discordavam da frase eram “um grupo de ódio”. Apesar do cancelamento da publicação, a tira continuou a ser publicada como webcomic no site do criador.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.