A Disney+ anunciou o regresso do famoso The Muppet Show (Os Marretas, na versão portuguesa), no 50.º aniversário da série que pôs as estrelas de Hollywood a falar com fantoches. Se gente como Elton John, Diana Ross, Sylvester Stallone ou Julie Andrews já foram convidados, agora chegou a vez de Sabrina Carpenter, num evento especial que pode representar o início de uma nova temporada do programa. Com a participação de Seth Rogen, que também é produtor executivo, a estreia está agendada para 4 de fevereiro.

“É o regresso d’Os Marretas!” anuncia o Sapo Cocas com a boa disposição de sempre, depois de acender as luzes de um teatro inutilizado desde o filme que estreou se em 2011, com Jason Segel e Amy Adams. Tudo a postos, a cortina abre, a banda começa a tocar, e, senhores e senhoras, eis a Miss Piggy, o Urso Fozzie, o Gonzo e todas as outras caras familiares, “de volta ao palco onde tudo começou, e depois acabou, e talvez comece outra vez, dependendo de como corre hoje à noite!”

[veja aqui o trailer do novo especial d’Os Marretas:]

Às caras de sempre juntam-se as vozes icónicas, com a participação dos intérpretes e marionetistas habituais Bill Barretta, Dave Goelz, Eric Jacobson, Peter Linz, David Rudman e Matt Vogel, que também é produtor executivo do especial. Seth Rogen (estrela de Superbad e The Studio) é “basicamente um Marreta em forma de humano”, segundo a Hollywood Reporter, e, além de produzir, também protagoniza o episódio. A Disney+ promete “música, comédia e uma boa dose de caos” e, para quem quer matar saudades, disponibiliza as primeiras cinco temporadas do programa original.

Os Marretas nasceram em 1955, da ideia e das mãos de Jim Henson (1936-1990), marionetista e também a primeira voz do Sapo Cocas — Kermit na versão americana — que muitos acreditavam ser o seu alter-ego. Foi Cocas quem primeiro se estreou na televisão, no programa Sam and Friends (até 1961) e depois na Rua Sésamo, em 1969, onde se popularizou ao lado do Egas e do Becas.

▲ A trupe dos Marretas, criados por Jim Henson, compreende centenas de fantoches

Em 1976, o Teatro dos Marretas abriu as portas pela primeira vez — depois de uma breve incursão no Saturday Night Live — , com a estreia do The Muppet Show, um programa de variedades inspirado no Vaudeville, que incluía momentos de sketch, performances musicais e participações de convidados (humanos) extremamente populares. Entre atores, comediantes e músicos, foram mais de 100 aqueles que pisaram o palco situado nos estúdios da Associated Television (emissora do programa), em Londres. A série, que recebeu prémios Emmy, Grammy e BAFTA, estreou-se em Portugal em 1979, na versão original com legendas em português.

O último episódio foi emitido em março de 1981, mas não marcou o fim dos Marretas. Depois das duas longas-metragens As Aventuras dos Marretas e Os Marretas Contra-Atacam, de 1979 e 1981, respetivamente, os fantoches mais populares da televisão ainda apareceram em múltiplas séries e filmes, mesmo depois da morte do seu criador, em 1993.

Em 2004, o franchise foi comprado pela Walt Disney Company, e em 2011 regressou às salas de cinema, com um filme homónimo e grande sucesso de bilheteiras, realizado por James Bobbin. Três anos mais tarde, o mesmo realizador fez Marretas Procuram-se, com Ricky Gervais, Tina Fey e Ty Burrell, aos quais se juntaram outras participações ilustres, entre as quais Céline Dion, Lady Gaga ou Christoph Waltz.

[o trailer do filme d’Os Marretas de 2011:]

Já na casa dos cinquenta, os bonecos de Jim Henson não envelheceram nem um bocadinho e prometem divertir os seus contemporâneos, mas também os mais pequenos, como sempre fizeram. Não fosse a presença de Sabrina Carpenter, dir-se-ia que não passou um dia desde que o pano do teatro fechou em 1981. Que o diga Miss Piggy, diva e temperamental como sempre. finalmente vai ter direito ao seu holofote: a atriz Jennifer Lawrence anunciou (no podcast Las Culturistas) a produção de um filme, com Emma Stone, sobre a maior prima-dona dos Marretas e grande apaixonada do sapo Cocas — ainda sem data de lançamento.

Artigo editado por Tiago Pereira.