O antigo presidente da FIFA, Joseph Blatter, demonstrou o seu apoio às críticas de um advogado suíço à política anti-imigração do Presidente Donald Trump e apelou a que os adeptos não fossem aos jogos do Mundial de 2026 nos Estados Unidos, um dos países organizadores com o Canadá e o México.

Mark Pieth, conhecido por ser um especialista anti-corrupção e que trabalhou no Comité Independente da FIFA durante a presidência de Blatter, criticou a “marginalização de adversários políticos” e os “abusos dos serviços de imigração” nos EUA numa entrevista ao jornal suíço Tages-Anzeiger, acrescentando que isso é “dificilmente encorajador para os adeptos irem até lá”.

“Ao chegarem, os adeptos devem estar cientes de que, se não se comportarem adequadamente com as autoridades, serão imediatamente enviados de volta para casa. Se tiverem sorte.”, acrescentou.

Numa publicação feita na rede social X, Joseph Blatter citou uma frase de Pieth neste artigo: “Para os adeptos, um conselho: evitem os Estados Unidos!”. E acrescentou um comentário: “Acho que Mark Pieth está certo em questionar este Campeonato do Mundo”.

No artigo, o advogado ironizou e disse que os fãs “terão uma melhor vista na televisão, de qualquer das formas”.

O antigo presidente, que saiu do cargo após vários escândalos ligados à sua gestão da FIFA, juntou-se ao ex-chefe da UEFA, Michel Platini nas críticas a Gianni Infantino. O sucessor de Blatter tem-se mostrado bastante próximo de Donald Trump, com quem já apareceu várias vezes em eventos públicos e a quem já entregou um Prémio FIFA da Paz.

Numa entrevista ao jornal britânico The Guardian, Platini acusou Infantino de se ter tornado “mais autocrático desde a pandemia” e de ter perdido “o jogo” do futebol. “Há menos democracia do que na época de Blatter. Pode-se dizer o que se quiser sobre Blatter, mas o seu principal problema era que ele queria continuar na FIFA para sempre. Ele era uma boa pessoa para o futebol”, acrescentou.