O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, pediu nesta quarta-feira calma às vítimas das cheias e que se mantenham nos centros de acolhimento até à redução dos níveis da água nas suas zonas de origem.
“Se tentarem regressar, podemos perder a vida, enquanto já estamos salvos, então vamos manter a calma aqui no centro até que as águas possam baixar e voltarmos para casa com calma”, disse Chapo, que falava em visita a um centro de acomodação na Ilha Josina Machel, em Gaza, no sul de Moçambique.
O Presidente moçambicano explicou ainda que, no momento, a população não deve precipitar-se, uma vez que as residências continuam submersas e “ainda não há condições para se regressar”.
De acordo com a base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a que a Lusa teve acesso e com dados até às 14h00 (12h00 de Lisboa) de quarta-feira, as cheias que se registam em vários pontos do país já afetaram 699.924 pessoas, equivalente a 165.494 famílias, ainda com 15 mortos — mais um face a terça-feira —, 3.527 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165.946 inundadas.
Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e, agora, 10 desaparecidos na sequência destas cheias, desde 7 de janeiro, numa altura em que famílias ainda aguardam socorro no sul de Moçambique.
Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas semanas de cheias, há registo de 139 mortos, além de 148 feridos e de 820.802 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.