Francesco Farioli tem afastado a ideia de o FC Porto ser uma equipa a jogar no Campeonato e outra equipa completamente diferente a jogar na Liga Europa, mas a verdade é que as evidências acabam por contrariar as pretensões do treinador italiano. Os dragões que cá dentro já venceram Benfica e Sporting, lá fora já perderam com o Nottingham Forest e empataram com Utrecht e Viktoria Plzen — uma clara disparidade de resultados que teimava em contradizer a narrativa.
Ainda assim, esta quinta-feira, o FC Porto chegava à última jornada da Liga Europa com a possibilidade de garantir o apuramento direto para os oitavos de final. Para isso, os dragões precisavam de vencer o Rangers no Dragão e esperar pela ajuda de Betis, Nottingham Forest, Estugarda, Fenerbahçe ou Ferencváros, já que a conjugação de resultados errada deixava os dragões muito perto do playoff, ou seja, acrescentava uma eliminatória e os consequentes dois jogos à segunda metade da temporada da equipa de Francesco Farioli.
Ficha de jogo
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FC Porto-Rangers, 3-1
Fase de liga da Liga Europa
Estádio do Dragão, no Porto
Árbitro: Jasper Vergoote (Bélgica)
FC Porto: Diogo Costa, Alberto Costa (Martim Fernandes, 61′), Bednarek, Kiwior, Francisco Moura, Alan Varela, Victor Froholdt (Pablo Rosario, 68′), Rodrigo Mora (Gabri Veiga, 81′), Pepê, William Gomes (Borja Sainz, 61′), Samu (Deniz Gül, 68′)
Suplentes não utilizados: Cláudio Ramos, João Costa, Stephen Eustáquio, Zaidu, Prpic, André Miranda, Gabriel Brás
Treinador: Francesco Farioli
Rangers: Jack Butland, James Tavernier, Emmanuel Fernandez (Bojan Miovski, 58′), Nasser Djiga, Max Aarons, Nicolas Raskin, Mohammed Diomandé, Jayden Meghoma (John Souttar, 45′), Djeidi Gassama (Oliver Antman, 58′), Findlay Curtis (Mikey Moore, 70′), Chermiti (Thelo Aasgaard, 70′)
Suplentes não utilizados: Liam Kelly, Kieran Wright, Josh Gentles, Arran Kerr, Lewis Stewart, Alexander Smith
Treinador: Danny Röhl
Golos: Djeidi Gassama (6′), Rodrigo Mora (27′), Francisco Moura (36′), Emmanuel Fernandez (ag, 41′)
Ação disciplinar: cartão amarelo a Max Aarons (50′)
“Dizer que na Liga Europa estamos a fazer pior do que na Liga é uma análise óbvia. Mas dizer que podíamos estar com o mesmo ritmo aqui era dizer que jogávamos num mundo só nosso. Na Liga Europa temos uma boa oportunidade para estar no top 8 e estar nos melhores 24 já é por si só uma grande conquista, considerando de onde vimos. Na última época a equipa qualificou-se para o ‘playoff’ no último jogo. A consistência tem sido incrível. Sei que estão sempre à procura de um título, mas agora o título é quando concedemos um remate à baliza. Há uns meses era muito fácil concedê-los frente a equipas da MLS ou do Egito, não nos devemos esquecer do caminho e do que temos feito. Fico com a sensação de que nos pedem a perfeição. Nós vamos atrás dela, mas a perfeição não existe. É uma questão de trabalho diário e estamos todos motivados para seguir em frente”, disse o treinador italiano na antevisão da partida.
Assim, no Dragão e sem Thiago Silva e Oskar Pietuszewski, que não estão inscritos na Liga Europa, Francesco Farioli não fazia quaisquer poupanças e apostava em William Gomes e Pepê no apoio a Samu, com Rodrigo Mora, Alan Varela e Alberto Costa a serem titulares em detrimento de Gabri Veiga, Pablo Rosario e Martim Fernandes. Do outro lado, num Rangers já matematicamente eliminado e sem nada a perder, Danny Röhl tinha o ex-Sporting Chermiti como referência ofensiva.
4.ª vez que o FC Porto sofre primeiro nesta edição da Liga Europa, a 1.ª em ???? casa
⚠ Esta temporada, o FC Porto só operou uma reviravolta: no campeonato, em Moreira de Cónegos pic.twitter.com/TnZZefbIC4
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O FC Porto entrou praticamente a perder, com o Rangers a abrir o marcador ainda dentro dos dez minutos iniciais: num momento de rara fragilidade da defesa dos dragões, uma perda de bola em zona proibida à esquerda permitiu um bom cruzamento de Findlay Curtis, com Djeidi Gassama a cabecear na área para bater Diogo Costa (6′). A equipa de Francesco Farioli só esboçou uma reação já à passagem do primeiro quarto de hora, com Samu a rematar por cima (15′), mas ia realizando uma exibição cinzenta e muito abaixo do esperado.
Ao contrário do que é normal, o FC Porto tinha muitas dificuldades para superar a pressão alta do Rangers e apostava mais do que o habitual no futebol direto e no passe longo para saltar zonas de maior densidade populacional. Os dragões perdiam muitas bolas no início da construção e não conseguiam ligar setores, com Samu demasiado abandonado no ataque. Kiwior também tentou a meia-distância, sem sucesso (17′), e o golo do empate apareceu quase por acaso.
Autogolo de Fernandez: 15.º ⚽ golo do FC Porto esta época na sequência de canto, o 1.º na Liga Europa
⚠ Nas 2 últimas épocas, o FC Porto marcou um total de 13 golos na sequência de cantos pic.twitter.com/ZoW8D4cAhX
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Rodrigo Mora desequilibrou no meio-campo e deixou em Alan Varela, William Gomes recebeu na direita e ainda ensaiou o remate, mas o alívio da defesa adversária deixou a bola nos pés do mesmo Mora, que atirou para bater Jack Butland (27′). A partir daí, o jogo tombou e o FC Porto passou a dominar, submetendo o Rangers a uma superioridade clara: Francisco Moura aumentou a vantagem num lance em que James Tavernier chocou com o guarda-redes e o lateral aproveitou (36′) e Emmanuel Fernandez, pouco depois, desviou de cabeça para a própria baliza na sequência de um canto (41′).
Ao intervalo, apesar do arranque pouco conseguido, o FC Porto estava a vencer o Rangers no Dragão de forma clara — e estava também virtualmente apurado para os oitavos de final da Liga Europa, já que o triunfo e os restantes resultados dos adversários mais diretos na matemática permitiam um salto para o sexto lugar que ia oferecendo muita tranquilidade aos dragões.
⚽️ INTERVALO! ????
◉ Porto começou a sofrer mas já deu grande reviravolta, ao ponto de ter ultrapassado os minhotos (ainda empatados a zero) no top-8 do apuramento directo#UEL #SCBraga #FCPorto pic.twitter.com/zmN8wzwwMg
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Danny Röhl mexeu ao intervalo e trocou Jayden Meghoma por John Souttar. O FC Porto entrou mais adormecido, a permitir bola e posse ao Rangers, e parecia querer gerir o jogo com gelo e sem grande intensidade, apostando essencialmente no contra-ataque e mantendo a equipa mais recuada e organizada defensivamente. Francesco Farioli fez as primeiras substituições à passagem da hora de jogo, para colocar Martim Fernandes e Borja Sainz, e o encontro arrastava-se.
Nicolas Raskin obrigou Diogo Costa a uma defesa apertada (63′) e os escoceses iam conquistando metros e clara presença no meio-campo, ainda que sempre algo inconsequente. O treinador dos dragões prosseguiu com uma gestão controlada e lançou Pablo Rosario e Deniz Gül para fazer descansar Victor Froholdt e também Samu e os minutos iam passando sem que o Rangers ficasse perto de reduzir a desvantagem ou o FC Porto tivesse oportunidades de a aumentar.
Pepê ainda rematou por cima já dentro do último quarto de hora (78′), Gabri Veiga ainda entrou, Borja Sainz falhou o alvo (88′), mas a verdade é que até ao fim já pouco aconteceu e nada mudou. O FC Porto venceu o Rangers no Dragão, ficou no quinto lugar da fase de liga da Liga Europa e apurou-se diretamente para os oitavos de final da competição — Francesco Farioli diz que a perfeição não existe, mas a verdade é que tem uma equipa que continua a perseguir isso mesmo.
⚽️ FINAL ✅
???????? Porto 3 – 1 Rangers ????????????????????????????◉ Uma "primeira parte à Farioli" bastou, depois foi só preciso gerir, rumo ao apuramento directo, no 4ª lugar da geral ⬆️
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[Esta é a história de como dezenas de portuguesas se juntaram a mulheres de vários outros países e se tornaram seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Recrutadas numa escola de yoga em Lisboa, muitas acabaram em casas de massagens eróticas ou a serem filmadas em cenas de sexo e orgias. “Os segredos da seita do yoga” é o novo Podcast Plus, do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]