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A Câmara Municipal do Barreiro, no distrito de Setúbal, determinou esta sexta-feira o encerramento da Mata Nacional da Machada até domingo, devido às previsões meteorológicas para os próximos dias.

Em comunicado, a Câmara Municipal do Barreiro indica que o acesso à Mata da Machada estará interdito por precaução devido as previsões meteorológica e ao estado de saturação dos solos.

“Estará por isso interdito o acesso, a circulação e a permanência de pessoas e viaturas”, refere a autarquia.

A Mata Nacional da Machada tem uma área aproximada de 380 hectares e é conhecida entre os habitantes locais como “pulmão verde do concelho” por apresentar uma grande mancha de pinheiros bravos e mansos, eucaliptos e sobreiros.

A Câmara Municipal do Barreiro ativou, na quinta-feira, o Plano de Emergência Municipal face ao cenário meteorológico e hidrológico previsto para os próximos dias.

Em declarações à Lusa, o presidente do município, Frederico Rosa, indicou que a ativação do plano deve-se ao risco de inundações e à necessidade de acompanhar com maior proximidade o Terminal de Granéis Líquidos do Barreiro (TGLB), situado junto ao rio Tejo, no Lavradio.

O TGLB presta serviços logísticos de receção, armazenagem e expedição de produtos líquidos a granel, incluindo derivados de petróleo e produtos para as indústrias química e alimentar.

O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, pediu esta sexta-feira às populações que mantenham um comportamento seguro, face à chegada da depressão Marta, que trará bastante chuva e ventos com rajadas que poderão atingir os 100 quilómetros/hora.

“Mais uma vez estaremos perante um fenómeno meteorológico com previsões de bastante chuva e, inclusivamente, de bastante vento com rajadas que podem chegar aos 100 km hora“, disse aos jornalistas, numa conferencia de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Oeiras.

Tendo em conta o quadro meteorológico atual, e as consequências da tempestade Kristin, o responsável frisou que “o cuidado é ainda maior”, tendo em conta a possibilidade de queda de árvores e ou de alguma infraestrutura.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

Homem morre após queda de telhado no concelho de Leiria

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.