A Penguin Random House Portugal assinala durante o mês de fevereiro o Mês da História Negra, associando-se a uma iniciativa solidária de apoio à SOS Racismo e a uma campanha em livrarias independentes destinada a promover autores negros.

De acordo com informação divulgada pela Penguin, entre 09 e 28 de fevereiro, 10% das receitas obtidas com a venda de uma seleção de livros no site da editora revertem a favor da SOS Racismo, associação dedicada ao combate ao racismo e à promoção da igualdade e dos direitos humanos em Portugal.

“O racismo em Portugal é um fenómeno estrutural e institucional, com raízes no colonialismo e na escravatura, cujos efeitos persistem nas desigualdades sociais, económicas e políticas”, destacou a associação, citada pela editora, considerando que “assinalar este mês implica recusar o apagamento histórico, denunciar práticas discriminatórias, como a violência policial e a exclusão no acesso a direitos fundamentais, exigindo políticas públicas de combate ao racismo”.

O Mês da História Negra, a que a Penguin Random House Portugal agora se associa, é “uma iniciativa com longa tradição nos Estados Unidos da América e no Reino Unido, que visa reconhecer e valorizar as contribuições históricas, culturais e intelectuais das pessoas negras ao longo da história”.

Paralelamente, o grupo editorial promove uma outra campanha, em livrarias independentes, “com desconto associado”, que tem como objetivo de “incentivar a leitura e dar maior visibilidade a autores e autoras negras, reforçando o papel essencial das livrarias independentes na dinamização cultural e no acesso à diversidade literária”.

A seleção de obras inclui livros considerados fundamentais para compreender a experiência negra, reunindo textos históricos, ensaísticos, poéticos e ficcionais.

“São textos pioneiros que deram voz a histórias até então silenciadas, poemas que tornaram expressável o que antes parecia indizível, romances em que autores negros assumem o controlo das suas narrativas, bem como obras históricas e ensaísticas que ajudam a interpretar o passado e o presente”, salientou a Penguin.

A lista integra autores como James Baldwin, Frederick Douglass, Alice Walker e Brit Bennett, entre outros, abordando temas como a história, as lutas, a criatividade e as narrativas que moldam identidades e sociedades.

O Mês da História Negra é celebrado em fevereiro por coincidir com o nascimento de Frederick Douglass, figura central do movimento abolicionista, e de Abraham Lincoln, presidente dos Estados Unidos durante o período da abolição da escravatura.

Para a editora, é “particularmente relevante assinalar esta data em Portugal”, uma vez que se trata de “um país com uma relação histórica profunda com o continente africano, mas onde a iniciativa não tem sido tradicionalmente reconhecida, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos da América ou no Reino Unido”.

Com esta iniciativa, a editora afirma pretender promover uma reflexão sobre a História e a cultura negras, aliando a celebração cultural a um contributo concreto para o combate ao racismo e reafirmando o seu compromisso com a diversidade e a inclusão.