Acompanhe o nosso liveblog sobre o mau tempo
A Câmara Municipal de Castelo Branco decidiu cancelar a maioria dos eventos programados para este ano, na sequência da passagem da depressão Kristin pelo concelho.
“O executivo municipal deliberou concentrar todos os esforços na reposição das condições de segurança, na reconstrução das infraestruturas danificadas e também na implementação de medidas de mitigação e prevenção que reforcem a resiliência do território face a futuros fenómenos extremos”, disse o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco.
Leopoldo Rodrigues referiu que esta decisão foi tomada após uma reunião com os presidentes das juntas de freguesia do concelho.
O autarca sublinhou ainda que a título excecional — e por se tratar de iniciativas de forte enraizamento cultural, com vertente de sensibilização e de valorização do talento, da tradição, da identidade, da gastronomia e dos produtos endógenos do concelho — vão ser realizadas os eventos Castelo Branco Moda, Festival Sabores de Perdição, Mercadinho de Natal e Passagem de Ano.
Contudo, realçou que estes eventos serão ajustados à realidade atual, garantindo critérios de responsabilidade e contenção, sendo planeados em formatos mais restritos e cujos programas contarão exclusivamente com artistas locais e regionais.
“Com esta decisão, que foi comunicada e debatida com as juntas de Freguesia, o município pretende, por um lado, assegurar uma gestão responsável dos recursos públicos num momento particularmente exigente e, por outro, manter um espaço de promoção do território e de dinamização económica local”, vincou.
Apesar de reconhecer a importância cultural, social e económica dos eventos cancelados, bem como o impacto desta decisão junto de associações, agentes culturais, patrocinadores e munícipes, Leopoldo Rodrigues entende que o momento “exige que a prioridade seja canalizar os recursos com vista à recuperação do concelho”.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.