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Almada tem um total de 476 pessoas retiradas das suas casas, 225 alojadas pela autarquia

Este artigo tem mais de 6 meses

Autarca lembra que "o perigo mantém-se" e reforça que o município está em "todas as frentes para impedir tragédia maior". Gabinete de apoio aos afetados vai ser instalado na Junta da Trafaria.

Pelo menos 30 pessoas ficaram desalojadas na Costa de Caparica
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▲Pelo menos 30 pessoas ficaram desalojadas na Costa de Caparica

FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA

▲Pelo menos 30 pessoas ficaram desalojadas na Costa de Caparica

FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA

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Um total de 476 pessoas foram retiradas das suas habitações no concelho de Almada desde que o território está a registar deslizamentos de terras devido ao mau tempo, das quais 225 estão alojadas pela autarquia, segundo dados oficiais.

Pelo menos 30 deste total de pessoas desalojadas foram retiradas das suas habitações na terça-feira, na Costa da Caparica, depois de mais um deslizamento de terras nas arribas fósseis.

Uma creche de uma Instituição Particular de Solidariedade Social instalada nesta zona recebeu indicação da Proteção Civil para não abrir o espaço exterior.

Segundo fonte do município, vai ser criado um gabinete de apoio às pessoas afetadas, a ser instalado na Junta de Freguesia da Trafaria.

Entretanto, adianta a mesma fonte, técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) visitaram zonas afetadas, nomeadamente a Azinhaga do Formozinhos/Porto Brandão e a arriba fóssil desde Santo António da Caparica a S. João da Caparica.

Numa mensagem publicada na sua página da rede social Facebook, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, revelou que as equipas estão no terreno para avaliar os riscos futuros de desabamentos depois de as terras secarem.

“O perigo mantém-se”, alertou a autarca, frisando que o município está “em todas as frentes para evitar uma tragédia maior”.

Assinalando que “as respostas de emergência são temporárias”, Inês de Medeiros avisou que “não podem faltar medidas governamentais excecionais que garantam soluções definitivas de habitação, apoio à reconstrução e salvaguarda dos investimentos e postos de trabalho”.

Na segunda-feira, durante a reunião de câmara, a autarca admitiu que muitas das pessoas que tiveram de sair das habitações no concelho devido ao deslizamento de terras, na sequência do mau tempo, não conseguirão regressar às casas.

Desde o início das tempestades que assolaram o território português, o concelho de Almada tem registado vários deslizamentos de terras nas arribas da Costa da Caparica e de Porto Brandão.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro

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