A cidade do Funchal, na Madeira, tem neste momento 125 pessoas em situação de sem-abrigo, indicou esta segunda-feira a vereadora responsável pela área Social, salientando que é um número que tem oscilado ao longo dos anos.

“O que nos é reportado é que tem havido uma oscilação, ora o número diminui, ora o número aumenta”, afirmou Helena Leal, em declarações aos jornalistas, à margem de uma reunião com os parceiros da equipa multidisciplinar de coordenação, intervenção, monitorização e avaliação da Estratégia Municipal para Pessoa em Situação de Sem Abrigo – 2023-2027.

A autarca justificou esta variação com o facto de muitos dos sem-abrigo sinalizados no Funchal serem de outros concelhos, realçando também que há outras pessoas que têm casa e que permanecem na rua apenas em “fases de descompensação do ponto de vista mental”.

A vereadora com os pelouros da Inclusão e da área Social destacou que, nos últimos três anos, através da estratégia municipal e da equipa multidisciplinar, no âmbito da qual foi criada a primeira equipa de rua, foi possível retirar 20 pessoas das ruas.

Helena Leal acrescentou que estes cidadãos tiveram a oportunidade de ter um projeto de vida, alojamento e emprego, ao abrigo de vários projetos camarários e dos parceiros sociais.

A responsável não precisou, porém, quantas pessoas chegaram às ruas nos últimos três anos e se o número de sem-abrigo aumentou ou diminuiu desde 2023, referindo apenas que se trata de uma situação volátil.

Instada a traçar um perfil das pessoas nesta situação na cidade do Funchal, Helena Leal afirmou que são cidadãos “que apresentam um conjunto de vulnerabilidades, quer do ponto de vista social, mas também do ponto de vista mental”.

O aumento do consumo de substâncias psicoativas na região é também uma das razões que contribui para esta condição, referiu.

A vereadora defendeu que a Câmara do Funchal (PSD/CDS-PP) tem tomado todas as medidas possíveis dentro das suas competências e assegurou estar a monitorizar a situação das pessoas sem-abrigo.