A Câmara de Sintra considerou nesta segunda-feira prioritárias as localizações identificadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no relatório sobre as intervenções nas praias para mitigar os efeitos das recentes intempéries, admitindo que poderão ser identificadas outras situações.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida (PSD), afirmou que as zonas apontadas no documento correspondem às principais preocupações do município no litoral do concelho.
“As localizações assinaladas são as prioritárias para a autarquia sintrense, mas é importante destacar que este processo é um trabalho contínuo e que levará, certamente, à identificação de outras situações”, ressalvou.
O autarca reagia desta forma ao relatório técnico da APA sobre os efeitos do mau tempo entre outubro de 2025 e os primeiros dias deste mês no litoral de Portugal continental, bem como o plano de obras prioritárias para recuperação e minimização de danos.
No caso de Sintra, no distrito de Lisboa, o relatório da APA, a que a agência Lusa teve acesso, identifica várias zonas que exigem acompanhamento e intervenção, incluindo a reparação da estrutura de contenção de blocos junto ao passadiço e rampa de acesso sul à Praia do Magoito.
Entre os locais referidos encontram-se ainda a Praia da Aroeira, a Praia da Ursa, a Praia do Cavalo, a Praia da Adraga, a Praia Grande do Rodízio, a Praia Pequena do Rodízio, a Praia das Maçãs, a Praia da Aguda, a Praia da Vigia e a Praia de São Julião.
“A proteção do litoral de Sintra exige um trabalho contínuo entre o município e as entidades da administração central para salvaguardar pessoas e bens e preservar um património natural único“, sublinhou Marco Almeida.
Segundo o documento da APA, encontra-se previsto um investimento na faixa costeira de Portugal continental na ordem dos 111 milhões de euros, que se divide por três horizontes temporais, de acordo com a tipologia do risco associado e medidas de mitigação a adotar em conformidade.
No imediato, e até ao início da próxima época balnear (maio/junho de 2026), a APA prevê um investimento de 15 milhões de euros e, até ao final do corrente ano, um investimento de 12 milhões de euros, num total de 27 milhões de euros.
Até final de dezembro de 2027, para intervenções de curto prazo, estima um investimento de 31 milhões de euros e a médio prazo, para além de janeiro de 2028, cerca de 53 milhões de euros.