O treinador e um jogador de andebol do Sporting foram assistidos numa ambulância este sábado momentos antes do clássico contra o FC Porto, depois de se terem queixado de “odores intensos” — descrito como semelhantes a lixívia — no balneário do Dragão Arena. De acordo com o Correio da Manhã, o alerta foi dado pelo plantel sportinguista a poucas horas do início do jogo e vários tiveram de ser assistidos pelos médicos em serviço no local.

O treinador Ricardo Costa e o jogador Christian Moga foram vistos pelos bombeiros e, posteriormente, transportados para uma ambulância com o objetivo de serem transportados para o hospital, por não existirem médicos presentes no pavilhão. Fonte oficial do Sporting CP diz ao Observador que os elementos acabaram, no entanto, por não sair do recinto e, com a chegada dos profissionais de saúde destacados para o jogo, foram assistidos dentro da ambulância.

O plantel queixou-se de um odor “propício a dar sono” e relataram sintomas de “arranhar da garganta”. A situação levou a que os atletas se equipassem nos corredores do pavilhão do Porto. Horas depois da partida, Ricardo Costa e Christian Moga continuavam a sentir “dores de cabeça e irritação na garganta”, confirma ao Observador fonte oficial do clube, adiantando que ambos já deixaram de ser observados por médicos e encontram-se bem de saúde.

Durante o intervalo do jogo no final da tarde deste sábado, o FC Porto desmentiu “de forma absoluta, clara e inequívoca” os relatos que foram divulgados antes da partida. “Tais insinuações são graves, abusivas e totalmente destituídas de qualquer fundamento”, escreve o clube num comunicado. O FC Porto diz ter contactado “de imediato” a Federação de Andebol de Portugal e a Polícia de Segurança Pública, com o intuito de negar “categoricamente os factos em causa”, mas também para pedir uma investigação para afastar “quaisquer condições anómalas no balneário visitante do Dragão Arena”.

“O FC Porto repudia, de forma firme, qualquer tentativa de associação do seu nome, das suas infraestruturas ou dos seus profissionais a situações que não correspondem à realidade. Trata-se de uma acusação inadmissível, que atinge injustificadamente a reputação de uma instituição”, lê-se ainda na mensagem partilhada esta tarde.

O início da partida chegou a estar em risco, como indica o Correio da Manhã. O jogo estava marcado para as 18h e o Sporting admitiu jogar sob protesto. Mas o apito inicial só foi dado 20 minutos após a hora prevista. O caso deverá ser analisado pelas autoridades e organismos competentes, numa altura em que se levantam dúvidas sobre as condições de segurança no recinto.

Notícia atualizada às 21h45 com informações sobre o estado de saúde do treinador e do jogador