O Tribunal de Cascais condenou, esta quinta-feira, Nuno Pardal Ribeiro a um ano e três meses de prisão por dois crimes de recurso à prostituição infantil, um na forma consumada e outro na forma tentada, avançou o jornal Expresso.

Em 2023, Nuno Pardal Ribeiro terá conhecido um jovem de 15 anos através de uma aplicação de encontros, tendo combinado encontrar-se com o rapaz que é agora assistente no processo. Para o Ministério Público, “o arguido sabia que o assistente tinha 15 anos de idade” e, mesmo assim, praticou atos sexuais a troco de dinheiro.

De acordo com o mesmo jornal, a pena foi, contudo, suspensa na sua execução, mediante o pagamento de 1.200 euros de indemnização. Na leitura da sentença, a juíza considerou não ter ficado provado que o antigo dirigente do Chega soubesse que a vítima tinha 15 anos à data dos factos, o que pesou na decisão de suspender a pena.

No mesmo processo foi também condenado Carlos Conde de Almeida, o outro arguido, a um ano e meio de prisão. Já tinha sido anteriormente condenado noutro processo por dois homicídios.

O advogado da família da vítima, o rapaz com 15 anos na altura dos factos, considerou que os crimes dados como provados “são graves” e defendeu que a Justiça deveria transmitir à sociedade a ideia de que este tipo de condutas “não pode ser punido com penas suspensas“.

O ‘daddy’, a prostituição de um menor por 20 euros e o caos no Chega: a acusação contra Nuno Pardal Ribeiro

O caso foi tornado público em fevereiro de 2025. Na altura, Nuno Pardal Ribeiro exercia funções como deputado municipal do Chega e vice-presidente da distrital de Lisboa do partido. Na sequência da divulgação do caso, demitiu-se de todos os cargos que ocupava.

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