O filme biográfico “Michael”, centrado na vida de Michael Jackson, estreou-se com números históricos nas salas de cinema. Apesar das críticas negativas, é o maior lançamento de sempre para uma cinebiografia.
O filme obteve cerca de 217 milhões de dólares em bilheteira (185 milhões de euros) no primeiro fim de semana a nível global e mais de 120 milhões (100 milhões de euros) no mercado internacional, de acordo com o The Guardian. Este resultado ultrapassa anteriores sucessos do mesmo género, como “Oppenheimer” (155 milhões de euros em 2023) e “Bohemian Rhapsody” (105 milhões em 2018).
“Desde o início, todos os sinais eram de que algo assim era possível”, disse o presidente da Lionsgate, Adam Fogelson, à Associated Press.
Thank you to fans around the world for bringing the magic. #MichaelMovie is now playing everywhere — get tickets now: https://t.co/nuCPTVuJdn pic.twitter.com/XP1nWL9mum
— Michael (@michaelmovie) April 24, 2026
Realizado por Antoine Fuqua e protagonizado por Jaafar Jackson — sobrinho do cantor — a narrativa foca-se sobretudo na ascensão do artista até ao auge da fama nos anos 80. As críticas têm sido maioritariamente negativas, contrastando com uma reação muito positiva do público, que lhe atribuiu classificações elevadas.
Um dos aspetos mais polémicos passa pela omissão das acusações de abuso sexual ao ‘Rei da Pop’, de 1993 até depois da sua morte. Parte do guião original, que incluía referências ao caso de Jordan Chandler, foi removido devido a restrições legais, que obrigou a refilmagens que aumentaram significativamente o orçamento previsto inicialmente. Com um custo de produção a rondar os 200 milhões de dólares (170 milhões de euros), o filme conseguiu atenuar riscos financeiros através da venda de direitos internacionais à Universal, revela a Associated Press.
Os planos para “Michael” foram anunciados pela primeira vez em 2012, três anos após o lançamento de “Leaving Neverland”, o documentário de 2019 sobre o alegado abuso sexual de menores por parte de Michael Jackson. O realizador, Dan Reed, disse recentemente ao The Guardian: “Enche-me de terror o grau de facilidade com que todos conseguem fechar os olhos ao facto de este indivíduo ter sido um monstro”.
Alguns membros da família opuseram-se ao filme: Janet Jackson, irmã do cantor, rejeitou envolver-se ou aparecer na obra, enquanto a filha de Michael Jackson, Paris, descreveu o filme como um “mundo de fantasia”.
La Toya Jackson says Jaafar Jackson's performance in #MichaelMovie is so convincing, she and her family would think they were "watching Mike." pic.twitter.com/40bCXQAS7U
— Variety (@Variety) April 21, 2026
A possibilidade de um terceiro filme “não é inconcebível”, disse Adam Fogelson, presidente da Lionsgate.
Texto editado por Dulce Neto