Cinco jogos depois, uma vitória. O Sporting regressou aos triunfos depois de cinco jogos sem ganhar, entre quatro empates e uma derrota, e goleou o V. Guimarães para igualar o Benfica no segundo lugar do Campeonato e relançar a corrida pelo apuramento para a Liga dos Campeões.
Os leões marcaram quatro ou mais golos pela quinta vez esta temporada e chegaram aos 82 de forma global no Campeonato, ultrapassando a marca dos 80 pelo terceiro ano consecutivo. A título individual, Luis Suárez chegou aos 35 golos no dia do jogo 50 pelo Sporting, juntando-se a uma lista que inclui Peyroteo, Mário Jardel, Manuel Fernandes, Bas Dost ou o próprio Gyökeres.
Depois do apito final, na zona de entrevistas rápidas, Rui Borges mostrou-se naturalmente satisfeito com a exibição da equipa. “Acredito que o jogo com o Tondela não foi o que queríamos nem a exigência que desejávamos e temos de ter. Todos tínhamos noção disso. Hoje foi um jogo diferente, também fizemos logo dois golos e fomos eficazes, algo que se calhar não fomos nos outros jogos. Fomos crescendo, criando e fomos fazendo [golos]. A malta um bocadinho mais confiante, mais atitude competitiva também, e era algo que eles queriam muito”, começou por dizer.
35 + golos nos 50 primeiros jogos pelo ???? Sporting:
94 Peyroteo
58 Jardel
52 Puglia
52 Lourenço
51 Manuel Soeiro
46 Pireza
43 Mascarenhas
43 Gyokeres
41 Manuel Fernandes
41 Bas Dost
38 Jordão
36 Abrantes Mendes
25 Luis Suárez???? pic.twitter.com/4w8RSJ46gv— Playmaker (@playmaker_PT) May 4, 2026
“É dedo de todos, não é do treinador. Eu preciso dos jogadores e eles é que fazem de mim treinador, dou mérito a eles. Sei o fantástico grupo que tenho e que nem sempre as coisas correm como queremos, mas jamais deixam de ser os mesmos e de querer dignificar o Sporting. Há um momento ou outro em que não conseguimos, mas acima de tudo fomos bastante competentes. A mentalidade certa estava lá”, acrescentou.
Mais à frente, o treinador leonino abordou o facto de o Sporting ter apostado muito no espaço nas costas da defesa do V. Guimarães. “Dentro da estratégia, claro que vamos percebendo e analisando o que o adversário nos possa dar. Eles também muito bem em momentos com bola a perceber onde nos podiam expor um bocadinho mais. Mas sim, dentro do que eles fazem, e dentro do que é o Vitória, gostam de ser pressionantes numa fase inicial, mas após ser batida a pressão dão algum espaço. A equipa foi percebendo, ativando o ataque à profundidade e criando situações de golo”, disse.
O Sporting chegou aos 82 golos no campeonato: 3.ª época consecutiva que ultrapassa os 80 golos na prova
⚽ Golos do Sporting na Liga nas 3 últimas épocas:
2023/24: 96
2024/25: 88
2025/26: 82 (faltam 2 jogos) pic.twitter.com/qJVNmwz9Yf— Playmaker (@playmaker_PT) May 4, 2026
Rui Borges abordou ainda o regresso de Gonçalo Inácio. “Olho para o grande líder que é e pela importância que tem dentro de campo. É um pouco à imagem do Dani [Bragança]. Cerrou o dente, quis estar com a equipa, treinou e sentiu-se minimamente disponível. É um líder, um capitão e fez um grande jogo. Na parte final estava a sentir um pouco mais e tentámos precaver um bocadinho. Mas é mais uma grande imagem dos líderes que temos”, indicou.
“Ficámos até ao fim a lutar, mas temos de olhar para as coisas boas. Perceber de que forma poderemos melhorar. São muitos jogos, jogos competitivos, perceber de que forma podemos ser mais regulares e competitivos nesta fase mais difícil com muitos jogos. Foram duas ou três semanas depois de oito ou nove meses fantásticos de muita regularidade. E nesta fase mais complicada fomos mais abaixo. É levantar a cabeça, olhar para o futuro e perceber de que forma podemos continuar a ser regulares. Devoção? Sem dúvida. É um lema do clube e assim será. Temos de nos manter fiéis a nós mesmos e mostrar o porquê da grande maioria dos jogadores ter tantos troféus e estar na história do Sporting”, terminou, mencionando a palavra que levou na camisola.