Cinco jogos depois, uma vitória. O Sporting regressou aos triunfos depois de cinco jogos sem ganhar, entre quatro empates e uma derrota, e goleou o V. Guimarães para igualar o Benfica no segundo lugar do Campeonato e relançar a corrida pelo apuramento para a Liga dos Campeões.

O pelotão que reage mesmo quando o capitão diz que a batalha é para ganhar (a crónica do Sporting-V. Guimarães)

Os leões marcaram quatro ou mais golos pela quinta vez esta temporada e chegaram aos 82 de forma global no Campeonato, ultrapassando a marca dos 80 pelo terceiro ano consecutivo. A título individual, Luis Suárez chegou aos 35 golos no dia do jogo 50 pelo Sporting, juntando-se a uma lista que inclui Peyroteo, Mário Jardel, Manuel Fernandes, Bas Dost ou o próprio Gyökeres.

Depois do apito final, na zona de entrevistas rápidas, Rui Borges mostrou-se naturalmente satisfeito com a exibição da equipa. “Acredito que o jogo com o Tondela não foi o que queríamos nem a exigência que desejávamos e temos de ter. Todos tínhamos noção disso. Hoje foi um jogo diferente, também fizemos logo dois golos e fomos eficazes, algo que se calhar não fomos nos outros jogos. Fomos crescendo, criando e fomos fazendo [golos]. A malta um bocadinho mais confiante, mais atitude competitiva também, e era algo que eles queriam muito”, começou por dizer.

“É dedo de todos, não é do treinador. Eu preciso dos jogadores e eles é que fazem de mim treinador, dou mérito a eles. Sei o fantástico grupo que tenho e que nem sempre as coisas correm como queremos, mas jamais deixam de ser os mesmos e de querer dignificar o Sporting. Há um momento ou outro em que não conseguimos, mas acima de tudo fomos bastante competentes. A mentalidade certa estava lá”, acrescentou.

Mais à frente, o treinador leonino abordou o facto de o Sporting ter apostado muito no espaço nas costas da defesa do V. Guimarães. “Dentro da estratégia, claro que vamos percebendo e analisando o que o adversário nos possa dar. Eles também muito bem em momentos com bola a perceber onde nos podiam expor um bocadinho mais. Mas sim, dentro do que eles fazem, e dentro do que é o Vitória, gostam de ser pressionantes numa fase inicial, mas após ser batida a pressão dão algum espaço. A equipa foi percebendo, ativando o ataque à profundidade e criando situações de golo”, disse.

Rui Borges abordou ainda o regresso de Gonçalo Inácio. “Olho para o grande líder que é e pela importância que tem dentro de campo. É um pouco à imagem do Dani [Bragança]. Cerrou o dente, quis estar com a equipa, treinou e sentiu-se minimamente disponível. É um líder, um capitão e fez um grande jogo. Na parte final estava a sentir um pouco mais e tentámos precaver um bocadinho. Mas é mais uma grande imagem dos líderes que temos”, indicou.

“Ficámos até ao fim a lutar, mas temos de olhar para as coisas boas. Perceber de que forma poderemos melhorar. São muitos jogos, jogos competitivos, perceber de que forma podemos ser mais regulares e competitivos nesta fase mais difícil com muitos jogos. Foram duas ou três semanas depois de oito ou nove meses fantásticos de muita regularidade. E nesta fase mais complicada fomos mais abaixo. É levantar a cabeça, olhar para o futuro e perceber de que forma podemos continuar a ser regulares. Devoção? Sem dúvida. É um lema do clube e assim será. Temos de nos manter fiéis a nós mesmos e mostrar o porquê da grande maioria dos jogadores ter tantos troféus e estar na história do Sporting”, terminou, mencionando a palavra que levou na camisola.