Marius Borg Høiby viu o seu pedido para aguardar a sentença em prisão domiciliária negado pelo tribunal de Oslo esta quarta-feira. O filho da princesa Mette-Marit da Noruega está detido desde o dia 2 de fevereiro, foi julgado entre fevereiro e março por 38 acusações (sendo quatro violações), e deve ter um veredicto até ao início de junho. A defesa do enteado do príncipe Haakon disse ao jornal norueguês VG que vai recorrer da decisão, mas não especificou quando.
Høiby pediu para ser transferido para Skaugum, a residência oficial dos príncipes herdeiros, com pulseira eletrónica, por se sentir muito isolado na prisão em Oslo. “Tenho muito pouco contacto humano, duas ou três visitas por semana. É muito pouco”, justificou o filho de Mette-Marit em tribunal, descrevendo o ambiente carcerário como “bastante difícil”. De acordo com o advogado, René Ibsen, Høiby está em isolamento por ser alvo de violência dentro da prisão, e que “o risco é maior quando se é uma pessoa famosa”.
Contudo, o juiz Hans Nikolai Førde negou o pedido, afirmando que “o risco de recorrência é significativo”. Na sua justificação, o magistrado ainda destaca que, ao regressar à casa, o enteado do príncipe Haakon teria acesso a computador e telemóvel, e que o risco de voltar a violar ordens de restrição contra as alegadas vítimas aumentava; além de reforçar que vários dos crimes terão acontecido justamente em Skaugum, para onde Høiby pedia para ser transferido.
Uma das condições para cumprir prisão domiciliária seriam verificações sem aviso prévio do Serviço Penitenciário Norueguês para o uso de drogas. Em tribunal, Høiby garantiu que este é um “capítulo encerrado” na sua vida, e que fará “o que estiver ao meu alcance para sair dessa cela”. Ao ser questionado sobre o que aconteceria no caso de desrespeitar as condições para o uso da pulseira eletrónica, o filho de Mette-Marit respondeu: “Recebi uma mensagem muito clara: Não existem ‘segundas oportunidades’“. Contactado pelo jornal VG, a casa real norueguesa remeteu as questões aos advogados de Høiby.
O julgamento arrancou no início de fevereiro, e Høiby enfrentou 38 acusações, sendo quatro delas violações, que terão acontecido entre 2018 e 2024. Depois de seis semanas em tribunal, a ouvir cerca de 70 testemunhas, o ministério público pediu uma pena de sete anos e sete meses de prisão, enquanto a defesa pediu a absolvição das acusações de violação e uma sentença que não ultrapasse os 18 meses pelos outros crimes — o enteado do príncipe Haakon assumiu algumas das ofensas menos graves, como ter violado ordens de restrição e ter conduzido em excesso de velocidade. O juiz, Jon Sverdrup Efjestad, afirma que espera ter um veredicto no início de junho.