1231,5kWh poupados 1231,5 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Marius Borg Høiby: violação terá acontecido na cave da casa do príncipe herdeiro da Noruega

Este artigo tem mais de 6 meses

O julgamento do filho da princesa Mette-Marit e enteado do príncipe Haakon arrancou esta terça-feira com o depoimento da primeira alegada vítima.

A família real numa sessão fotográfica nos jardins de Skaugum em 2007
i

▲A família real numa sessão fotográfica nos jardins de Skaugum em 2007

AFP via Getty Images

▲A família real numa sessão fotográfica nos jardins de Skaugum em 2007

AFP via Getty Images

Pelo menos uma das quatro violações pelas quais Marius Borg Høiby está a ser acusado terá acontecido em Skaugum, a residência oficial dos príncipes herdeiros da Noruega em Oslo. É a grande revelação do primeiro dia do julgamento, que teve início esta terça-feira, e que teve o depoimento da primeira vítima à porta fechada fechada, e acompanhado por um ecrã apenas por uma parte da imprensa. Ao jornal norueguês VG, a porta-voz da Casa Real diz que o príncipe Haakon e a princesa Mette-Marit não vão reagir. 

O caso remonta a 20 de dezembro de 2018, quando Marius tinha 21 anos. O enteado do príncipe herdeiro da Noruega estava numa discoteca no centro de Oslo com alguns amigos quando, pelas 3h20 da manhã, o grupo decidiu seguir para Skaugum de táxi, a alegada vítima incluída. A mulher diz que já conhecia Marius há algum tempo mas nunca teve um encontro romântico com o filho da princesa Mette-Marit. No depoimento, relata que os amigos desceram para uma sala na cave que “parecia um bunker”. “Disseram-me que era a casa do Marius. Havia algumas raparigas lá que eu nunca tinha visto antes. Lembro-me que o teto era baixo e havia sofás. Também era muito escuro.” O grupo terá iniciado um jogo de bebida cerca de 30 minutos depois de chegarem ao local. “Disseram-nos que depois do jogo não poderíamos usar telemóveis, tirar fotos ou gravar vídeos. Lembro-me de ter ouvido isso. Acho que tem algo a ver com o facto de ele ser filho da princesa herdeira e enteado do príncipe herdeiro”.

“Tinha bebido bastante vinho tinto com as minhas amigas na festa de Natal, talvez uns dois cocktails num bar, mas nada além disso”, relata a alegada vítima, que assume ter tido relação sexual consensual com Marius Borg na casa de banho de Skaugum. Entretanto, a mulher diz que “interrompeu” a relação. “Agora que digo isso mais uma vez parece tão diferente, mas foi assim mesmo. Aconteceu e eu também posso assumir a responsabilidade. Mas aconteceu muito rápido, e eu consegui impedir”, disse, em lágrimas. Entretanto, a alegada vítima afirma que não se recorda de mais nada depois do ocorrido. “Lembro-me apenas de sair de Skaugum. Sentia-me em paz e uma ausência de perigo. Na verdade, até estava de bom humor. Aproximei-me de um guarda e perguntei se ela poderia ajudar-me a conseguir um táxi.” A mulher terá deixado a residência oficial dos príncipes às 7h30, quando abordou o agente de segurança, que deve prestar depoimento noutro momento do julgamento.

A versão da acusação, contudo, é um pouco mais sombria. Durante as investigações sobre o filho de Mette-Marit,  a polícia encontrou quatro vídeos gravados ao longo de cinco minutos entre as 7h12 e às 7h17 daquela manhã, apenas 13 minutos antes de a alegada vítima sair da casa. Há ainda fotografias que foram encontradas numa app de armazenamento de dados e que, apesar de não terem registo de data e hora, o Ministério Público tem convicção de que foram tiradas dentro do mesmo período de tempo. As imagens serão, para a acusação, provas da violação, e foram apresentadas posteriormente à mulher, que no início não quis revelar à polícia pormenores da sua relação com Høiby. “Assim que vi essas provas, é claro que optei por contar toda a verdade. Eu não suportava me envolver em nada disso e fiquei muito irritada por ter sido chamada para esse interrogatório”, disse a alegada vítima, em tribunal.

GettyImages-2259185485

▲ O tribunal não autorizou a imprensa a fotografar Marius Borg

NTB/AFP via Getty Images

Já na manhã desta quarta-feira foi exibido o vídeo do interrogatório policial em que a alegada vítima teve o primeiro contacto com as imagens que serão as principais provas do abuso. “Ele garantiu-me que não me tinha tocado”, disse a mulher, em choque, aos agentes da polícia. A alegada vítima afirma ainda que acredita ter sido drogada e que nunca viveu uma experiência em que ficasse tão inconsciente. “No início, não acreditei. Não conseguia acreditar que Marius tivesse feito algo assim comigo. Foi uma verdadeira traição e um choque”, disse a mulher em tribunal.

Os vídeos e fotografias que serão as provas do crime em questão foram apresentados em tribunal à porta fechada, e a imprensa não teve acesso aos seus conteúdos. O caso é classificado de acordo com a justiça norueguesa como uma “violação sem penetração”. Na passada terça-feira  Høiby declarou-se inocente nas quatro acusações de violação que enfrenta. O filho da princesa Mette-Marit é ainda acusado de outros 34 crimes, entre abusos, agressões, fotografias sem consentimento, e condução acima do limite de velocidade permitido.

[Dezenas de portuguesas, recrutadas numa escola de yoga e tantra em Lisboa, acabaram em sites de sexo na internet. Elas, e mulheres de vários outros países, tinham em comum serem seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Ouça o segundo episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio.]

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.