Os Trabalhadores Social Democratas (TSD) criticaram esta quinta-feira, numa nota enviada à imprensa, que a convocatória de greve geral para o dia 3 de junho pela CGTP tenha sido “estrategicamente agendada para a véspera de um feriado e de uma ponte”. “Importará refletir sobre o diferente papel histórico das duas centrais sindicais. Os TSD constatam que a CGTP mantém a sua linha de contestação clássica”, referem ainda.

A estrutura de trabalhadores de tendência social-democrata, afeta à UGT, faz questão de afirmar que “olha com reserva para uma eventual possibilidade de a UGT secundar a paralisação”. “Ao longo do tempo esta central sindical tem-se distinguido pelo seu ADN reformista, a cultura de compromisso e a capacidade de influenciar resultados através da negociação, e não da paralisia”, acrescenta-se no comunicado.

“Constituiria um desvio à matriz histórica da UGT permitir que a sua identidade fosse absorvida por uma estratégia de confronto que, em véspera de feriado, arrisca perder a compreensão da opinião pública”, apela-se ainda.

Os TSD lamentam ainda a “oportunidade perdida para equilíbrio do Código do Trabalho” após a não chegada a acordo no pacote laboral esta quinta-feira, na derradeira concertação social para discutir o tema.

“A ausência de entendimento priva o país de equilíbrio e moderação já que só assim se garantiria que as reformas fossem equilibradas, protegendo ao mesmo tempo os direitos laborais e a competitividade das empresas”, afirmam os representantes dos trabalhadores da fação social-democrata.

De recordar que a UGT chumbou por unanimidade, em secretariado nacional, a versão final do pacote laboral nas negociações.

Os TSD entendem que “ao abdicar-se do compromisso na concertação, os parceiros sociais renunciam da capacidade de moldar o detalhe técnico das normas, entregando-o apenas à aritmética partidária”.

“Assim, com o esgotar da via negocial tripartida, o assunto transita agora para a Assembleia da República e caberá aos deputados a responsabilidade de encontrar soluções que a Concertação Social não conseguiu selar”, acrescentam.