A realizadora portuguesa Ana Rocha de Sousa finalizou a longa-metragem “Asas”, rodado em Portugal e na Ucrânia, e está a terminar um documentário sobre a cantora Carminho, foi esta quinta-feira anunciado.
“Asas” é a segunda longa-metragem de Ana Rocha de Sousa, depois do premiado “Listen”, e inspira-se na história de uma família ucraniana refugiada de guerra.
Nos Encontros de Cinema Português, esta quinta-feira, em Lisboa, a produtora Maria João Mayer disse que o filme está terminado e que tenciona estreá-lo nos cinemas “até ao final do ano”.
O filme “Asas” foi rodado em Portugal e na Ucrânia — que coproduziu – com elenco português e ucraniano, com atores e não atores, e parte de um contexto real, de conflito, e de história das mulheres de uma família que encontrou refúgio em Portugal.
Em 2024, ainda antes da rodagem, Ana Rocha de Sousa contava à agência Lusa que “Asas” se enquadra num realismo social. “É um filme humano, sobre pessoas, e é sempre isso que me interessa”, disse.
“Os factos reais em que se baseia são de famílias vítimas de guerra que têm de encontrar outros lugares no mundo para viver com a paz possível. Existe um contexto da história que me liga diretamente e que me provoca imediata empatia e que me faz querer contar e ser parte da voz de pessoas que passam por isto”, afirmou.
Nos Encontros do Cinema Português, promovidos pela distribuidora NOS Audiovisuais, foi também anunciado que está em pós-produção o primeiro documentário de Ana Rocha de Sousa, sobre uma digressão da fadista Carminho ao Japão, em 2024.
“Neste Quarto: Carminho”, que é uma produção da Alecrim Vagabundo, regista a digressão que Carminho fez ao Japão, quando estava, na altura, a promover o álbum “Portuguesa”.
O projeto “não é um filme concerto”, explicou a produtora, mas sim um registo em dois planos: aquilo que a fadista exprime em palco e o que revela, da sua individualidade, fora dele, com fotografias de família e memórias de infância.
Ana Rocha de Sousa estudou Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e fez um mestrado em realização na Escola de Cinema de Londres, no Reino Unido.
Começou por trabalhar em representação, participando sobretudo em séries televisivas, mas também fez direção de arte, cenografia, deu aulas, realizou curtas-metragens, vídeos musicais e publicidade.
Em 2023, Ana Rocha de Sousa estreou-se como encenadora, com a peça “O dever de deslumbrar”, sobre a escritora Natália Correia.