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Ator João Barbosa morreu aos 56 anos. Presidente destaca "marca inconfundível" e "presença generosa"

João Barbosa morreu aos 56 anos, confirmou a companhia Teatro do Bairro, com a qual trabalhou. "O João foi presença, amizade, generosidade e coração", lê-se na publicação nas redes sociais.

Ator João Barbosa morreu
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Instagram da companhia Teatro do Bairro

Instagram da companhia Teatro do Bairro

O ator João Barbosa morreu este domingo, em Lisboa, aos 56 anos, confirmou a companhia Teatro do Bairro, com a qual trabalhou ao longo da carreira.

“Há notícias que nos deixam sem palavras. Hoje é um desses dias. É com uma profunda tristeza que nos despedimos do João, um dos rostos mais queridos da nossa família do Teatro do Bairro. Mais, muito mais, do que um elemento da nossa companhia, o João foi presença, amizade, generosidade e coração. A sua alegria contagiante, o seu enorme talento e a forma única como tocava a quem com ele privava, ficarão para sempre gravados na memória de todos nós”, pode ler-se numa publicação do Teatro do Bairro nas redes sociais.

O Presidente da República, António José Seguro, já lamentou a morte do ator, considerando que deixou uma “marca inconfundível” e que uma “enorme legião de amigos” e companheiros de profissão não o esquecerão.

Na nota, refere-se que a carreira do ator se iniciou em 2003 com a Ópera do Malandro, passando pela televisão, pelo cinema e pelo teatro, “tendo sido uma das presenças mais amáveis e generosas na companhia lisboeta Teatro do Bairro, onde trabalhou nos palcos de Rei Lear, de Shakespeare, Ubu Rei, de Alfred Jarry, De Passagem, de Luísa Costa Gomes, Festa de Aniversário, de Harold Pinter, ou À Espera de Godot, de Samuel Beckett — com encenações de António Pires”.

“Colaborando em filmes de João Botelho, João Canijo, Pedro Pinho ou Joaquim Leitão, entre outros, mas também em produções de telenovela portuguesa, João Barbosa deixou a sua marca inconfundível, a sua voz, e uma enorme legião de amigos e companheiros de profissão que o não esquecerão”, salienta-se na nota do chefe de Estado.

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O Teatro do Bairro realça ainda que João Barbosa, “no palco e fora dele, deixou marcas impossíveis de apagar”.

“Partilhámos risos, desafios, sonhos e incontáveis momentos que hoje guardamos com um carinho ainda maior. A sua partida deixa um vazio imenso, mas também uma herança de afeto, dedicação e humanidade que continuará a inspirar-nos todos os dias”, acrescenta o Teatro do Bairro.

Nascido em Bruxelas em 19 de junho de 1969, João Barbosa começou a formação como ator num curso de Expressão Dramática no Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral (IFICT), em 1999, e frequentou o curso de Formação de Atores da ACT – Escola de Atores para Cinema e Televisão poucos anos depois.

Segundo a biografia partilhada com a Lusa pelo Teatro do Bairro, João Barbosa estreou-se no teatro com a “Ópera do Malandro”, em 2003, com encenação de António Pires, que fez assim a sua estreia na ACT com esta adaptação para os finalistas da escola.

Barbosa também trabalhou na televisão e no cinema, em títulos como “Noite Sangrenta”, de Tiago Guedes e Frederico Serra, “Até Amanhã Camaradas”, de Joaquim Leitão, ou em várias obras de João Canijo, entre muitos outros.

Nos palcos, foram muitas as peças que interpretou, principalmente, com o Teatro do Bairro, desde “Ubu Rei” à mais recente “Rei Lear”, passando por “À Espera de Godot” e “De Passagem”, esta última por Luísa Costa Gomes e que foi premiada com um Globo de Ouro da SIC em 2024.

“No palco e fora dele, deixou marcas impossíveis de apagar. Partilhámos risos, desafios, sonhos e incontáveis momentos que hoje guardamos com um carinho ainda maior. A sua partida deixa um vazio imenso, mas também uma herança de afeto, dedicação e humanidade que continuará a inspirar-nos todos os dias”, acrescentou o Teatro do Bairro.

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