O Governo vai prolongar o prazo de classificação dos exames nacionais, que terminaria esta terça-feira, 14, até quarta-feira, 15. A decisão aplica-se aos exames que “não estejam classificados até ao final do dia de hoje”. Em comunicado, o Ministério da Educação diz que a decisão foi tomada “de forma a garantir todas as condições de rigor exigidas no processo de avaliação externa”.
“Esta decisão, segundo o EduQA, não põe em causa a afixação das pautas na sexta-feira, existindo margem temporal suficiente para executar as etapas necessárias entre o fecho do processo de classificação e a afixação dos resultados nas escolas na sexta-feira, dia 17”, lê-se na nota.
Ao que o Observador apurou, alguns professores que só receberam esta terça-feira os itens para corrigir foram contactados pelos agrupamentos de exames, que lhes indicaram que teriam até às 12 horas de quarta-feira para concluir o trabalho.
No processo de classificação dos exames nacionais, estiveram envolvidos “mais de 11.500 professores classificadores, aos quais o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) agradece o trabalho, a dedicação e o compromisso com a classificação rigorosa das provas dos alunos, sobretudo num contexto de perturbação e elevada exigência”.
Até às 18h30, cerca de 98% das respostas foram classificadas, garante o Ministério. “Os 2% de respostas ainda por classificar resultam, em parte, desse processo de verificação e validação, indispensável para assegurar o rigor e a qualidade do processo de classificação eletrónica, estando nomeadamente em causa situações de: novas digitalizações de folhas ou de provas de alunos, por deteção de falhas de digitalização; reclassificações de itens já antes avaliados pelos professores classificadores, por correção de uma folha de enunciado ou de continuação na prova do aluno; entregas tardias, pelas escolas, de provas de alunos que deveriam ter sido devidamente entregues às forças de segurança para transporte para a Imprensa Nacional – Casa da Moeda.”
Este ano, pela primeira vez, os alunos terão acesso à sua prova digitalizada, remata a pasta dirigida por Fernando Alexandre. “A confiança no rigor da avaliação externa é indispensável para a credibilidade no sistema educativo. Essa confiança constrói-se com transparência, razão pela qual o MECI tornará simples e rápido o acesso dos alunos às suas provas digitalizadas, permitindo-lhes verificar a integridade das suas provas e conhecer as suas classificações”, como já anunciado pelo ministro aos jornalistas, numa visita ao armazém em Mem Martins onde as provas estão guardadas. “Esse acesso será concedido através das escolas, uma vez que o anonimato dos exames apenas pode ser quebrado nas escolas, não havendo forma de, centralmente, fazer corresponder os números convencionais das provas e a identidade dos alunos.”
Contudo, às escolas ainda falta chegar o guião com todos os procedimentos que terão que ser adotados.
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