A Noruega pode ter perdido o Mundial, mas Erling Haaland ganhou um novo amigo antes de sair dos Estados Unidos. Numa loja em Dallas, o avançado do Manchester City comprou um guaxinim embalsamado que o acompanhou na viagem de regresso a casa.
Durante uma hora e meia, Haaland vagueou nos corredores da Wild Bill’s Western Store, um estabelecimento com mais de 50 anos de funcionamento. Julie Newport, proprietária da loja, descreveu ao The Athletic o momento em que soube da chegada do craque: “Quando o vi a entrar, virei-me para o meu gerente, Miguel, e disse: ‘Tranquem as portas. Vamos tornar isto especial para ele'”.
Quase de forma imediata, a atenção do atleta gravitou para dois guaxinins embalsamados, feitos por um homem reformado. Mas apenas um foi eleito, por 750 dólares — aquele que segurava uma garrafa vazia de gin de frutos silvestres da Greenall’s.
Haaland publicou um vídeo deste companheiro nas suas redes sociais, com o animal pousado no parapeito da janela de um quarto de hotel, ao lado de dois esquilos também embalsamados. Nesta segunda-feira, Haaland voltou a partilhar o seu amigo no Instagram, dizendo que ele o “seguiu até casa”.
Nas stories, o jogador pediu ajuda para lhe dar um nome, mostrando ‘Cowboy’, ‘Ranger’, ‘Tex’ e ‘R.O.W. (Raccoon On Wheels — Guaxinim sobre rodas)’ como opções. Até agora, a mais votada pelos seguidores foi a última.
Apesar de sair da loja com um guaxinim, Haaland entrou lá com outro propósito: ficar imerso na cultura western, popularizada em botas e chapéus. “Howdy“, escreveu numa publicação, já vestido a rigor.
Newport, a proprietária da loja, relatou que o jogador estava muito feliz e entusiasmado naquele momento. “A equipa passou muito tempo com ele, certificando-se de que o chapéu servia bem e dando-lhe uma pequena explicação sobre os produtos”, contou.
A presença de Haaland na loja teve um impacto nos lucros. A procura pelos produtos da Wild Bill’s disparou, gerando mais de duas mil encomendas online, muitas delas internacionais, algo inédito para o estabelecimento.
“Tem sido muito emocionante e toda a gente quer recriar o momento nos degraus [do avião, que Haaland publicou nas redes sociais]. Eles querem as botas e nós montámos uma fotografia dele, que se tornou um santuário”, explicou Newport, que vê nesta inesperada popularidade uma verdadeira bênção para a longevidade do negócio.
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