O ministro da Educação, Ciência e Inovação revelou esta quarta-feira que 99% das respostas dos exames nacionais do ensino secundário estão corrigidas e que na sexta-feira serão publicadas “todas as avaliações com rigor e transparência”.

“Nós temos 99% das respostas corrigidas, o processo está a decorrer com normalidade, mas obviamente quando chegamos à fase final é preciso identificar as provas que não estão a ser corrigidas, porque há professores que podem ter atestado médico”, disse o ministro da Educação, Ciência e Inovação, antes de entrar para um encontro sobre ciência e inovação que começou esta quarta-feira em Lisboa.

Fernando Alexandre justificava assim o motivo que levou a que na terça-feira continuassem a ser convocados professores classificadores, explicando que “nenhum exame” pode ficar por classificar e se um docente entra de baixa tem de ser substituído.

Depois de o ministério ter dado mais um dia para concluir o processo de classificação das mais de 300 mil provas, que deveria ter terminado na terça-feira, Fernando Alexandre mostrou-se confiante de que “durante a manhã de hoje as provas estarão quase todas fechadas”.

O maior problema prendeu-se com o exame de Português – o “mais difícil de corrigir” – mas na sexta-feira serão publicadas “todas as avaliações com rigor e com transparência”, garantiu.

“Penso que durante a manhã de hoje as provas estarão quase todas fechadas“, acrescentou o ministro, reconhecendo que “houve coisas que não correram bem” neste novo modelo de correção digital.

Entre os problemas, os professores queixaram-se de não conseguir aceder à plataforma onde estavam os itens para classificar, de receber respostas incompletas, de receber respostas de vários alunos misturadas, itens já classificados ou de estar sempre a receber mais trabalho sem conseguir perceber quando acabaria a tarefa de classificar.

Fernando Alexandre reconheceu os problemas, dando o exemplo de “alguns professores que tiveram de corrigir as provas três vezes” e, por isso, voltou a pedir desculpas e a deixar um “agradecimento especial” a todos os docentes.

Pela primeira vez este ano, os exames nacionais foram digitalizados e, apesar dos problemas, o ministro reafirmou que o modelo será repetido na 2.ª fase das provas nacionais, que começa a 21 de julho.

“Estamos a trabalhar já para que as dificuldades que ocorreram na 1.ª fase não ocorram”, disse, defendendo que o modelo digital é “muito mais eficiente, muito mais transparente e equitativo”.

Uma das vantagens é impedir “que milhares e milhares de pessoas andem a transportar os exames no carro, para casa e para a escola”: com este novo modelo, “os exames estão totalmente seguros”, disse.

Além disso, este ano, todos os alunos terão acesso à sua prova e “poderão reclamar se não estiverem satisfeitos com a sua classificação”, sublinhou o ministro.

Fernando Alexandre voltou a reforçar que será feita uma auditoria para apurar as responsabilidades pelo que correu mal.

Sobre as notícias de que a vice-presidente do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQa), o organismo responsável pelos exames nacionais, estaria de férias, o ministro disse ser “totalmente falso”: “As equipas estão todas a trabalhar dia, noite e fins de semana”.