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Até agora, a Espanha enfrentou, percebeu e ganhou a tudo o que de racional poderia ter pela frente. Ainda teve aquele abençoado deslize com Cabo Verde logo a abrir que canonizou Vozinha como um nome que ficará para a eternidade na história dos Mundiais, mas a partir daí foi superando obstáculos como quem sabe que está a escrever uma narrativa destinada a terminar no melhor epílogo possível. Foi assim com a Áustria, com Portugal, com a Bélgica, com a França. A campeã europeia recordou a todos o porquê de ser a detentora do título do Velho Continente, num caminho onde deixou sempre aquele sentimento de justiça por cada passo que dava até à decisão. No entanto, e no derradeiro capítulo, a Roja teria pela frente uma outra dimensão de adversário. Não era melhor, não era pior, era diferente. Era único. Tinha algo de mágico. Mostrava quase uma dimensão irracional, expressa da forma mais sublime de todas no último triunfo: a Argentina.
Aquilo que aconteceu em Dallas, quando a Espanha bateu a França num duelo em que a melhor defesa teve o condão de colocar o melhor ataque no “bolso” de Rodri e companhia, foi racional. Luis de la Fuente, naquele seu estilo discreto, polido e muito próximo de jogadores que conhece em grande parte desde miúdos, ganhou a guerra tática com Didier Deschamps e deu o mote para todas as pequenas batalhas nos vários setores do campo caírem sempre para a Roja. Foram dois, podiam ter sido mais. Os campeões europeus têm na sua génese aquele fogo tão presente em qualquer ação de Pedro Porro ou Cucurella, uma magia a meio-campo que mais não é do que uma versão do tiki taka adaptada ao futebol de hoje e a capacidade de colocar muitas unidades na frente por fora ou por dentro sem um 9 de raiz. Ali, por mais magos da bola que possam existir, o sucesso vem sempre do coletivo. Sem bola, em posse, na definição de momentos, no controlo do jogo. É a partir daí que podem sobressair as individualidades, num código de conduta de sucesso que é inalienável.
MUNDIAL 2026 : Os finalistas dos habituais Tops acumulados. Esta 2ª feira há 11 GoalPoint do Mundial ????#RatersGonnaRate #FIFAWorldCup pic.twitter.com/A7lTfx8mj5
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Questão: aquilo que aconteceu em Atlanta, quando a Argentina venceu a Inglaterra depois de ter estado em desvantagem até aos derradeiros dez minutos, teve muito de irracional. Não caiu do céu, entenda-se. E até é fácil de explicar sem recurso a idiomas do futebolês que complicam aquilo que é fácil: os Três Leões tiveram uma abordagem errada depois da vantagem, foram colocando defesas à toa sem perceberem que era com mais velocidade na frente que seguravam o encontro, conseguiram somente 12% de posse durante quase 40 minutos e acabaram “atropelados” por uma reação argentina que só pecou por tardia. A entrada de Nico González foi uma das chaves do desbloqueio mas o segredo de mais uma reviravolta épica passou por algo que não se trabalha, não se compra e quando muito se pode tentar cultivar: mentalidade. Isso e Lionel Messi, claro – se existem 25 jogadores que morrem em campo é porque um inspira todos os outros.
Nos oito jogos realizados, a Espanha só sofreu um golo: o melhor registo de uma equipa campeã do Mundo
Campeões do Mundo com menos golos sofridos:
1: ???????? , 2026 (8 jogos)
2: ???????? , 2010 (7 jogos)
2: ???????? , 2006 (7 jogos)
2: ???????? , 1998 (7 jogos) pic.twitter.com/bECl0hcRv2— Playmaker (@playmaker_PT) July 19, 2026
Foi também por isso que, durante o dia, surgiram imagens do ídolo argentino e Lamine Yamal num sentido metafórico partindo daquela fotografia com quase duas décadas de Messi a dar banho a um pequeno bebé de cinco meses numa campanha do Barcelona com a UNICEF para o jornal Sport (sim, spoiler alert: a criança era este mesmo Lamine Yamal). Havia Lord Voldemort e Harry Potter, havia Scar e o irmão Mufasa. Ainda assim, esta era uma imagem que não dispensava mil palavras, tendo em conta uma diferença que fazia toda a diferença: o espanhol, que terminou a última corrida à Bola de Ouro na segunda posição, é mais jogador num plano individual quanto melhor estiver a equipa; o argentino, recordista de triunfos na Bola de Ouro com um total de oito, pode aparecer mais ou menos mas nunca deixa de ser o motor de toda a equipa.
???? Hoje é dia 1⃣9⃣
???? Há 1⃣9⃣ anos Messi deu banho a Yamal
???? O banhado usa o número 1⃣9⃣ na Selecção
???? Que número de camisola usaram ambos no Barça, antes de adoptarem o 10? O 1⃣9⃣, pois claro#GoalPointFacts #ESPARG #FIFAWorldCup pic.twitter.com/eHKQ7vC1Ss— GoalPoint (@_Goalpoint) July 19, 2026
“O importante é chegar a uma final e ter possibilidade de ganhá-la. Assinaria chegar todos os anos a uma final e perdê-la. Chegar a uma final é muito importante, assim como lutar por ganhá-la. Lutaremos com as nossas armas e virtudes, tentando minimizar o adversário, que é uma grande seleção, numa série espetacular de resultados. Lamine? O Lamine tem de ser Lamine porque Messi é inigualável, tem um talento descomunal e é um exemplo para os mais jovens, pelo que está a fazer com a sua idade num Mundial”, frisara Luis de la Fuente, selecionador de Espanha. “Pressão? Eles têm jogadores em grandes palcos. Quando a bola começa a rolar, os jogadores esquecem a pressão. Não creio que seja uma dificuldade. Não é fundamental ter a experiência de ter jogado uma final, até porque eles também disputaram as do Europeu e da Liga das Nações. Redescobrimos algo extremamente precioso, ou seja, o facto de as pessoas assistirem aos nossos jogos pela TV, com a camisola da Argentina vestida, abraçados. Messi? É história pura. História, lenda, enche-me de orgulho. Temos de valorizar o que faz”, adiantara também Lionel Scaloni, técnico argentino.
Messi é o primeiro jogador titular em 3 finais do Campeonato do Mundo (2014, 2022 e 2026)
⚠ Antes de Messi, só um jogador tinha jogado 3 finais do Campeonato do Mundo: Cafú foi titular em 1998 e 2002 e suplente utilizado em 1994 pic.twitter.com/Hp9cjgXfIA
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Os dados estavam lançados numa final onde parecia haver um ligeiro favoritismo da Espanha mas sem que alguém quisesse assumir um claro favorito tendo em conta todo o contexto em que chegava o encontro, na sequência da reviravolta diante da Inglaterra (que já tinha acontecido também com o Egito) e do ambiente infernal que os hinchas sul-americanos tinham criado de Times Square para o mundo antes da decisão no MetLife Stadium a abarrotar e com a presença de Donald Trump, entre outras figuras. Prometia muito, mostrou pouco ou nada. Ou melhor, teve a Espanha do costume, a mostrar mais uma vez o porquê de um jogo de futebol se jogar com uma bola e a confirmar que foi a melhor equipa neste Mundial, e mais nada, tendo em conta a falta de comparência da Argentina na hora da verdade. Essa foi a lição que saiu desta final, uma das mais desequilibradas dos últimos largos anos: por mais truques que se possam ter, por mais artimanhas que se inventem, não há nada melhor do que jogar para estar mais perto do sucesso.
Here are the 2026 FIFA World Cup final starting XIs pic.twitter.com/PLpOADiBms
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A Espanha é Campeã do Mundo pela 2.ª vez na história (2010 e 2026)
Palmarés do Campeonato do Mundo:
5 ????????
4 ????????
4 ????????
3 ????????
2 ????????
2 ????????
2 ????????
1 ???????????????????????????? pic.twitter.com/tyhsnqhx9f— Playmaker (@playmaker_PT) July 19, 2026
Dentro das características esperadas no arranque da partida, tendo uma Espanha com mais posse e controlo e uma Argentina a procurar momentos de circulação jogando sempre que possível no erro adversário, o lance inicial de perigo surgiu na área dos sul-americanos, com Lamine Yamal a aproveitar uma combinação a fugir para o meio com Dani Olmo entre um ressalto favorável que terminou nas mãos de Dibu Martínez depois de uma tentativa de remate prensada num adversário (5′). Daí para a frente, houve mais vontade de sofrer do que risco em procurar marcar, com Lionel Messi longe do jogo mas com a Roja sem a mesma capacidade de procurar os movimentos de rutura que pudessem “desmanchar” a linha recuada dos argentinos, sempre a tentar intimidar os adversários pela agressividade nas disputas de bola (com um ou outro excesso). De uma forma quase inevitável, a paragem para hidratação chegava sem golos, oportunidades ou… remates.
Yamal com a primeira grande oportunidade do jogo ????#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Espanha #Argentina pic.twitter.com/5A1YttieF5
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15m [ ???????? Espanha 0-0 Argentina ???????? ]
Messi ainda só teve uma acção no jogo: o pontapé de saída#FIFAWorldCup #ESPARG pic.twitter.com/Oy6FQWxLZR
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25m [ ???????? Espanha 0-0 Argentina ???????? ]
1ª pausa para aguinha e anúncios: o jogo teve apenas 1 remate até agora mas já leva 7 faltas, sendo que 4 delas foram sofridas por MESSI e OLMO (2 cada)#FIFAWorldCup #ESPARG pic.twitter.com/JtaprqS7sn
— GoalPoint (@_Goalpoint) July 19, 2026
Sem grandes argumentos para jogar no meio-campo contrário, a Argentina começava a colocar-se naquela zona de conforto que só é boa para si (incluindo os adeptos, que deverão estar de forma constante à beira de um ataque de nervos) e a Espanha aproveitava a deixa para fazer mais em termos ofensivos, com um remate de Oyarzabal após uma grande combinação ofensiva para defesa de Dibu Martínez (39′) e uma boa subida pela esquerda de Cucurella para uma tentativa que passou perto do poste (44′). O intervalo estava à porta mas ainda havia margem para nova contrariedade na formação argentina, com Lisandro Martínez, que já tinha um amarelo, a lesionar-se na coxa e a ser substituído por Nico Otamendi (45′). Estava a chegar o Halftime Show, com uma interrupção mais curta do que se vaticinava (chegou a falar-se de meia hora entre as duas partes). Com muita pena para quem gosta de futebol, foi bem melhor do que a primeira parte.
Far from a classic, so far.
Argentina have completed just two passes in Spain's third pic.twitter.com/bFnTQUDy2w
— Opta Analyst (@OptaAnalyst) July 19, 2026
Tagliafico a ter problemas com Yamal ????#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Espanha #Argentina pic.twitter.com/888mOo9QK4
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39m [ ???????? Espanha 0-0 Argentina ???????? ]
Rodri é o "patrão" do jogo, sem surpresa, com 44 acções (máximo do jogo, no mapa) e 36 passes certos em 38 tentados#FIFAWorldCup #ESPARG pic.twitter.com/w9YmArRLEk
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INTERVALO ⏱️
[ ???????? Espanha 0-0 Argentina ???????? ]Argentina na 1ª parte:
0⃣ Remates
0⃣ Acções na área
0⃣ Cantos#FIFAWorldCup #ESPARG #RatersGonnaRate pic.twitter.com/FCsot0ZUNf— GoalPoint (@_Goalpoint) July 19, 2026
Argentina are only the second team ever to go through the first half of a World Cup final without attempting a shot.
The first team? France in 2022. That final ended up being one of the greatest of all-time … there's hope yet, right?! pic.twitter.com/zbowIOTSHp
— Opta Analyst (@OptaAnalyst) July 19, 2026
Argentina are only the second team ever to go through the first half of a World Cup final without attempting a shot.
The first team? France in 2022. That final ended up being one of the greatest of all-time … there's hope yet, right?! pic.twitter.com/zbowIOTSHp
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Ao intervalo, e perante a nulidade ofensiva da Argentina, Scaloni reequacionou tudo e decidiu abdicar de Nico González, colocando a figura de Leandro Paredes de forma mais central à frente dos centrais para dar outra amplitude aos laterais e ao jogo em profundidade. Ainda houve uma espécie de entrada em falso, com Paredes a ter um passe temerário para corte de Álex Baena e remate que ficou nas mãos de Dibu Martínez (47′), mas os sul-americanos estavam a conseguir ter mais bola e conseguiam outro tipo de saída nos lances ofensivos, procurando os corredores laterais para depois servir ao meio. Estava difícil de desbloquear a partida, muito complicado mesmo, com Luis de la Fuente a mexer mais cedo do que é habitual na equipa com as trocas de Fabián Ruiz e Oyarzabal por Pedri e Ferran Torres (61′). No entanto, só mesmo em remates de meia distância havia perigo do lado espanhol, com Martínez a defender um remate de Dani Olmo (64′). A exceção chegou antes da paragem para hidratação, com Ferran Torres a desviar de cabeça com perigo (67′).
There were 27 minutes and 24 seconds between the first half ending and second half starting in the 2026 FIFA World Cup final.
This after the match kicked off 5 minutes and 58 seconds late. pic.twitter.com/7ZD5cxBfbv
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51m [ ???????? Espanha 0-0 Argentina ???????? ]
A final continua "tacticamente rica", chegando às 20 faltas, 10 para cada lado#FIFAWorldCup #ESPARG pic.twitter.com/lFpi9oL7PX
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60m [ ???????? Espanha 0-0 Argentina ???????? ]
Leandro Paredes entrou com pressa…
… de se tornar o pior rating em campo, com 4.1#FIFAWorldCup #ESPARG pic.twitter.com/YhrCES9M2E— GoalPoint (@_Goalpoint) July 19, 2026
Scaloni ganhava mais um problema na defesa, com Medina a entrar para central perante a lesão de Romero e Simeone a render também Rodrigo de Paul na ala direita. Na resposta, o talismã Merino foi lançado logo aos 75′ (é verdade, costuma resolver entrando mais tarde) com Nico Williams por troca direta com Dani Olmo e Baena e a pressão ficou ainda mais densa, com Dibu Martínez a tentar responder a todos os remates que iam saindo com maior frequência por parte da sua artilharia pesada a que se juntavam também Pau Cubarsí e Laporte, que obrigaram o guarda-redes do Aston Villa a intervenções mais apertadas (78′ e 81′). Se contra a França havia muito mérito de Luis de la Fuente pela forma como encaixou a sua identidade nos pontos fortes do adversário, aqui tudo era mais simples: a Espanha bastava ser Espanha para comandar por completo a partida, com a Argentina muitas vezes a não conseguir sequer sair do seu primeiro terço pela pressão. No entanto, faltava o golo. O golo que os sul-americanos voltaram a ver Dibu Martínez negar a Nico Williams (90′) e a Lamine Yamal (90+7′), com Enzo Fernández a ser expulso por acumulação pelo meio.
75m [ ???????? Espanha 0-0 Argentina ???????? ]
Ratings:
Yamal: 5.8
Messi 5.3#FIFAWorldCup #ESPARG https://t.co/ODZjrRCEpY— GoalPoint (@_Goalpoint) July 19, 2026
82m [ ???????? Espanha 0-0 Argentina ???????? ]
As defesas podem não ter sido de monta mas Emi Martínez já soma 8, a valerem somadas 1 golo evitado (0.9 vs xSaves)#FIFAWorldCup #ESPARG pic.twitter.com/uK9fCiei3N
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Enzo Fernández a ser expulso ❌#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Espanha #Argentina pic.twitter.com/tw0HIoSN1G
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We head to extra-time in the 2026 FIFA World Cup final. pic.twitter.com/yCC3Ijozkd
— Opta Analyst (@OptaAnalyst) July 19, 2026
A partir daqui, havia um de dois caminhos: ou a Espanha conseguia marcar um golo ou a final iria mesmo seguir para as grandes penalidades, perante uma Argentina sem qualquer capacidade de saída (se era assim com 11, ainda mais com dez). Nico Williams ainda teve um golo anulado por falta de Merino sobre Otamendi (96′) mas os minutos iam passando sem que o nulo fosse desfeito, apesar de nova boa oportunidade num desvio de cabeça de Merino na área que passou ao lado (103′). A troca de Senesi por Julián Álvarez acabou por dar alguma estabilidade aos argentinos mas a parte física começava também a deixar marcas, como se viu na forma como Tagliafico mal se levantava para seguir para a segunda parte do prolongamento. Estava muito difícil, tornou-se impossível: Nico Williams desviou de cabeça um cruzamento ao segundo poste e Ferran Torres surgiu na área para disparar um míssil para o 1-0 (106′). O mesmo Ferran ainda chegou a bisar, com o golo invalidado por fora de jogo (113′), mas a história da final estava em definitivo escrita.
Emiliano Martínez has had more touches (62) and attempted more passes (46) than any other Argentina player#WorldCupFinal pic.twitter.com/n8l5krluYY
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Emiliano Martínez a manter a Argentina viva ????#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Espanha #Argentina pic.twitter.com/MmtSBtglhm
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105m [ ???????? Espanha 0-0 Argentina ???????? ]
Emi Martínez:
12 defesas
2.2 Golos Evitados (vs xSaves)#FIFAWorldCup #ESPARG pic.twitter.com/SC555zl5wc— GoalPoint (@_Goalpoint) July 19, 2026
FERRAN TORRES MARCA E A ESPANHA ESTÁ NA FRENTE ????????#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Espanha #Argentina #betano pic.twitter.com/1iQwVWkAvI
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Spain 1-0 Argentina
One team came out to play football in the World Cup final, and that team eventually won after extra-time.
Spain are the champions. pic.twitter.com/tIySyBivyx
— Opta Analyst (@OptaAnalyst) July 19, 2026
A estrela
- Em condições normais, era justo colocar Dibu Martínez como principal destaque do encontro. Se não fosse ele, não havia sequer prolongamento pelo número de defesas que fez. Mais: não havia sequer uma história, tendo em conta o desequilíbrio entre as equipas que foi camuflado pela intervenção do guarda-redes do Aston Villa. No entanto, têm de entrar aqui três espanhóis que ficarão nos livros depois desta final: Ferran Torres, que entrou para ser o marcador do golo que deu o Mundial à Espanha; Rodri, que voltou a ser o elemento mais importante para a Espanha ser melhor como equipa; e Pau Cubarsí, que fez mais uma exibição fabulosa para um miúdo de 19 anos com um corte providencial no fim.
Apenas 2 participantes apostaram em EMI MARTÍNEZ ????????para MVP GoalPoint mas foi mesmo ele a segurar a Espanha até Ferran Torres (MVP oficial FIFA) ter finalmente batido o "muro" argentino ⭐️#ESPxARG #RatersGonnaRate #FIFAWorldCup https://t.co/cb31D4l4Ow pic.twitter.com/rfDaQI1Q4R
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O joker
- Luis de la Fuente fez as substituições tipo que tem realizado no Mundial, com a única diferença de ter antecipado essas mesmas trocas em relação ao que é habitual. E não precisou de “arriscar”, mantendo-se sempre fiel às mesmas ideias com outros nomes mais disponíveis em termos físicos. Mikel Merino teve nova entrada, Ferran Torres tornou-se o Iniesta desta final mas foi o contributo de Nico Williams, bem mais solto e disponível do que nas primeiras utilizações em que recuperava ainda de paragem por lesão, que encontrou os espaços que desbloquearam (finalmente) um encontro que estava preso no nulo.
Ferran Torres ????#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Espanha #Argentina pic.twitter.com/ZpObIaBOju
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A sentença
- Com esta vitória, a Espanha não só conquistou o segundo título mundial como manteve o registo 100% vitorioso sempre que chega a uma decisão, ao contrário da Argentina que, com esta derrota, passou a ter mais desaires do que triunfos em finais (3-4). Antes, a Inglaterra tinha garantido apenas pela segunda vez na história o pódio da competição, após vencer a França no encontro de atribuição do terceiro e quarto lugares em Miami por 6-4, que se junta agora ao título conquistado na edição de 1966.
Spain are now unbeaten in their last 38 matches in all competitions, the longest ever run by any men's European national team in history (W29 D9). pic.twitter.com/4D9cvzjPwg
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A mentira
- O jogo com poucas palavras que o possam descrever da Argentina. Há uma fronteira clara no futebol entre reconhecer as qualidades adversárias e tentar amiúde potenciar as próprias virtudes e, no outro extremo, pura e simplesmente andar a jogar sem bola, a mostrar os “dentes” da bota em todos os lances e sem ter capacidade sequer de muitas vezes passar do meio-campo de forma controlada. Por aí, tudo aquilo que a Argentina fez ao longo de 120 minutos foi até um insulto à capacidade de jogar que foi mostrando nos encontros anteriores, fosse à procura da vitória, fosse a tentar recuperar de uma desvantagem. Com menos um, no prolongamento, até se pode tentar compreender e “aceitar”; nos 90 minutos regulamentares, foi demasiado curto para um campeão mundial a tentar revalidar o título.
Argentina committed 25 fouls against Spain, the most in a World Cup game since …
Argentina (26) against France in the 2022 World Cup final. pic.twitter.com/9zqUss33sq
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[Já saiu o segundo episódio de “O Candidato Perfeito”. Em “Câmara Lenta”, José Valbom acorda num armazém, vigiado por homens que falam russo. Os inspetores seguem o rasto de um carro preto. A polícia aperta o cerco, mas o tempo está a esgotar-se. Este novo podcast de ficção do Observador, em parceria com a Coyote Vadio, é a continuação da história de “O Zé faz 25”. Conta com as vozes de José Raposo, Tiago Teotónio Pereira, Madalena Almeida, Vera Moura, Paulo Calatré, Susana Brandão, Sara Matos, Fábio Baptista, Pedro Laginha e Carla Andrino. Pode ouvir o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]