Pelo menos 111 pessoas morreram e centenas terão ficado feridas na sequência do sismo que abalou a Colômbia esta segunda-feira. O sismo ocorreu pelas 7h34 (hora local, 13h34 em Lisboa) e foi registado a 96 quilómetros de profundidade, com epicentro na localidade de San José del Palmar, na província de Chocó. O número de vítimas mortais pode continuar a subir nas próximas horas, face à existência de pessoas sob os escombros de edifícios que se desmoronaram com o abalo.

Com uma magnitude de 7,4 na escala de Richter, o terramoto sacudiu toda a região oeste do país, sentindo-se ainda em países vizinhos, como no Panamá. O serviço geológico colombiano apontou inicialmente para uma magnitude de 6,6, mas rapidamente corrigiu os dados para 7,4.

A agência geológica dos Estados Unidos da América (USGS) registou o sismo a 5 quilómetros a este de San José del Palmar, tendo sido igualmente sentido na capital Bogotá, que fica a cerca de 280 quilómetros do epicentro.

A Unidade Nacional para a Gestão de Risco de Desastres da Colômbia descartou entretanto risco de tsunami. Em cidades como Bogotá, Eje Cafetero, Tolima, Huila, Valle del Cauca, Medellín e Manizales foram evacuados vários espaços, escreveu o jornal El Tiempo.

O Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou estado de emergência nacional e ordenou a mobilização de todos os meios e recursos necessários para apoiar as comunidades mais afetadas pelo sismo, que registou entretanto mais de duas dezenas de réplicas. Nenhuma registou a intensidade do sismo original.

Nesta cidade de Manizales, segundo o El Espectador, colapsou uma das torres da catedral local, assim como a queda de várias paredes no centro da cidade. Por sua vez, em Medellín, as autoridades decidiram encerrar duas linhas do metro para poder inspecionar as infraestruturas.

Em Cali, escreveu o autarca Alejandro Eder, havia “pelo menos 19 edifícios colapsados com pessoas presas” no interior. “Já pedi apoio a Bogotá e Medellín. Estamos a acompanhar a emergência. Temos todas as equipas de socorro ativadas. Por favor, reportem com a maior brevidade qualquer situação adicional”, lê-se na sua publicação na rede social X.

A governadora de Chocó, Nubia Carolina Córdoba, admitiu na rede social X que “há feridos e danos graves nos edifícios” da região. “Acabámos de viver um evento sísmico grave. As réplicas preocupam-nos. Já estamos a avaliar os dados para emitir o primeiro relatório final”, acrescentou.

Nas redes sociais estão a circular vídeos onde é possível ver um edifício de três andares em Pereira a ruir na sequência do sismo.

Os EUA garantem que estão a “monitorizar de perto” a situação, com o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio a assegurar que o país “está pronto para prestar apoio”.

Em paralelo, várias nações sul-americanas, como Brasil, Argentina ou Chile, e europeias, designadamente Espanha, França e Itália, manifestaram a sua solidariedade e disponibilidade para prestar ajuda à população colombiana. A Comissão Europeia disponibilizou o serviço de satélite Copernicus para eventual auxílio nas operações de busca e salvamento.

Nas redes sociais multiplicaram-se também as mensagens de apoio de estrelas da música ou do mundo do futebol, como da cantora Shakira ou dos internacionais colombianos Luis Suárez e Richard Ríos, ambos a jogar em Portugal (Sporting e Benfica, respetivamente).