A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, considerou esta terça-feira que a construção de habitação recorrendo a cooperativas só não é possível por “falta de vontade política, exclusivamente”, e reclamou uma “medida nacional” para que tal aconteça.

Em declarações aos jornalistas, à margem da entrega das últimas 105 chaves de habitações construídas ao abrigo do Plano de Resiliência e Recuperação (PRR), a socialista Luísa Salgueiro explicou que a Câmara de Matosinhos, no distrito do Porto, tem “tudo pronto” para avançar com a construção de habitação recorrendo a parcerias.

“Portanto, há muito que reclamamos uma medida nacional que permita o novo ciclo de construção de cooperativas, de habitação pelas cooperativas, e precisamos que o Governo nos acompanhe nesta ambição”, disse.

Questionada sobre o motivo pelo qual a medida ainda não avançou, Luísa Salgueiro respondeu que “por falta de vontade política, exclusivamente”.

Segundo a autarca socialista, Matosinhos está preparada para a possibilidade de recorrer a cooperativas para resolver a questão habitacional.

“Nós aprovámos o Regulamento de Apoio à Construção Cooperativa em Matosinhos, identificámos os terrenos, estamos disponíveis para entregar os terrenos às cooperativas, isentámos as cooperativas que venham a construir da totalidade das taxas urbanísticas e atribuímos um apoio de 75 mil euros por cada projeto para pagar projeto”, apontou.

Luísa Salgueiro referiu ainda que a autarquia já tem o regulamento aprovado, estando “tudo pronto”, “só que as cooperativas precisam de financiamento e a Câmara não pode financiar, está impedida de financiar as cooperativas”.

No total, ao abrigo do PRR, no concelho foram entregues 512 fogos habitacionais, tendo sido executados 122 milhões de euros.