O presidente da Câmara de Viseu disse esta quinta-feira que o Município deixou escapar 26 milhões de euros (ME) de obras financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na habitação e também saúde e educação.

“O Município de Viseu tinha como objetivo inicial de obras do PRR de 71 milhões de euros, foram aprovados 31 milhões de euros e executados 18 milhões de euros. Estamos a falar em áreas como a educação, saúde e habitação”, descreveu João Azevedo.

Para o autarca, a habitação foi “bastante afetada” por “falta de execução”, uma vez que “havia o objetivo de 34,5 milhões de euros, financiamento salvaguardado de 8,5 milhões de euros, financiamento não concretizado de 26 milhões de euros”.

Ou seja, para o presidente socialista, “Viseu deixou escapar 26 milhões de euros de obras na habitação, por falta de planeamento e de projetos” devido a vários fatores.

Em causa, disse, estava “habitação pública e reabilitação de casas que o Município de Viseu comprou e não reabilitou, por falta de projetos, e “obras que começaram tardiamente, mas não foram concluídas e que ficam agora paradas”.

Agora, disse, espera que “o Governo apresente uma solução” para acabar as obras que arrancaram e não foram concluídas.

Na saúde, “uma área altamente preocupante e que estava a zeros, foi possível salvar extensões das unidades de Saúde de Barreiros, Cepões, Lordosa, Torredeita e Farminhão”.

Sobre as novas unidades de saúde familiares (USF) anunciadas para a avenida da Europa de modo a saírem do edifício MAS, comummente chamado de prédio alto, o presidente disse que “isso é um assunto a ser tratado com a ministra da Saúde”.

“Essa obra das USF e a questão da água [barragem de Fagilde e abastecimento pela Douro e Paiva], são assuntos que estão a ser tratados com grande protocolo institucional e diretamente com as senhoras ministras, dada a importância que têm para o Município” de Viseu, disse.

João Azevedo disse ainda aos jornalistas que lamenta a falta da execução, “porque quem perde é o concelho e as pessoas, tudo isto por falta de planeamento e de projetos”, mas deixou claro que tem esperança em concretizar obras.

“Acredito que vamos resolver o assunto. É do interesse de todos e do país que estes projetos da habitação, da saúde e da educação se concretizem, porque estamos a tratar do bem-estar das pessoas”, vincou João Azevedo.