As unidades locais de saúde (ULS) e os institutos de oncologia gastaram cerca de 1.600 milhões de euros com medicamentos nos primeiros sete meses do ano, mais 70 milhões do que no mesmo período de 2025.

Os dados constam do relatório de julho da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) sobre a monitorização da despesa com fármacos hospitalares, consultado esta terça-feira pela Lusa, que indica um aumento homólogo de 4,6% dos gastos das ULS.

Entre janeiro e julho, os hospitais foram responsáveis por 97% do total da despesa com medicamentos (cerca de 1.550 milhões de euros), enquanto os restantes 3% ficaram a cargo dos cuidados de saúde primários (50 milhões de euros).

Apesar deste aumento de 4,6%, o relatório do Infarmed aponta para uma desaceleração nos gastos nos primeiros sete meses deste ano, tendo em conta que a variação homóloga registada no período de janeiro a julho de 2025 tinha sido de 15,2%.

De acordo com os dados agora divulgados, a área terapêutica da oncologia é a que tem maior peso na despesa com medicamentos, representando um total de mais de 550 milhões de euros, ou seja, 34% dos cerca de 1.600 milhões de euros gastos este ano.

A seguir à oncologia segue-se a área terapêutica do VIH, com uma despesa total de 153 milhões de euros, com as vacinas a representarem um gasto de quase 44 milhões de euros entre janeiro e julho deste ano.

Quanto à despesa por ULS, a de Santa Maria surge destacada, com um gasto em medicamentos que ultrapassou os 190 milhões de euros, seguindo-se a de Coimbra (146 milhões) e a de São José (141 milhões).

O Infarmed salientou que os valores apresentados nesse relatório não refletem a totalidade das contribuições resultantes da implementação do acordo entre o Governo e a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica e dos contratos de financiamento.

Na prática, ao valor total dos gastos do serviço público com medicamentos, serão deduzidas as contribuições e devoluções ao SNS por parte da indústria farmacêutica.

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