O World Press Cartoon (WPC), salão português de desenho de humor na imprensa, regressa ao Palácio Anjos, no município de Oeiras, entre 16 de outubro e 23 de janeiro de 2027, para continuar a celebrar a liberdade de expressão.
A 19.ª edição do WPC vai instalar-se no Palácio Anjos, em Algés, no segundo ano consecutivo em que a mostra decorre em Oeiras, no distrito de Lisboa, após uma paragem forçada de dois anos, e depois de lançado em Sintra e passar também por Cascais e Caldas da Rainha (Leiria).
Segundo uma proposta do vereador da Cultura e Artes, Armando Soares, apresentada ao executivo, o WPC reforça “o concelho como território aberto ao conhecimento, à inovação e à criação artística, promovendo a liberdade de expressão enquanto condição indispensável de qualquer sociedade democrática”.
Numa nota, a autarquia salientou que serão exibidos “281 cartoons, criados por 138 autores”, de 44 países, a partir de “olhares plurais sobre os acontecimentos e os protagonistas” da atualidade, “com crítica mordaz e sempre muito humor, mesmo quando os factos são coisa muito séria”.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, marca presença “em caricaturas brilhantes, tão histriónicas quanto a personagem”, na companhia do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e de outros líderes mundiais, mas também reis, ditadores, desportistas, cineastas, músicos, dois papas e figuras históricas.
“A crítica das guerras que afligem o mundo é tema dominante na secção da mostra dedicada ao ‘cartoon’ editorial e os desafios da Inteligência Artificial são abundantemente tratados” na categoria desenho de humor, explica-se no comunicado, além das obras de caricatura.
As categorias, segundo o regulamento do WPC, abrangem obras sobre temas e acontecimentos específicos da atualidade (‘cartoon’ editorial), trabalhos de caricatura em sentido estrito, admitindo-se exclusivamente retratos humorísticos (caricatura), e acerca de temas sem relação direta com a atualidade (desenho de humor).
Os trabalhos a concurso, publicados “em jornais ou revistas de periodicidade regular e de venda ao público, ou em publicações ‘online’ de reconhecida natureza jornalística”, não podem ter sido realizados “com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial”.
O salão, com nove prémios nas três categorias, entre 1.000 e 3.000 euros, atribui ainda um ‘Grand Prix’, de 10.000 euros, selecionado por um júri internacional composto pela norueguesa Siri Dokken, pelo italiano Marzio Mariani, pelos franceses Alain Faillat e Thierry Vissol e pelo diretor do WPC, António Antunes, que assina o seu trabalho gráfico com o nome próprio.
Os vencedores serão anunciados em 15 de outubro, numa cerimónia de entrega de prémios que decorrerá no Palácio dos Marqueses de Pombal, em Oeiras, e as obras premiadas ou distinguidas com menções honrosas, de acordo com o WPC, são oriundas da Alemanha, Argentina, Bulgária, Colômbia, Cuba, Espanha, Grécia, Irão, Itália, Polónia, Portugal e Sérvia.
O executivo municipal de Oeiras aprovou esta quarta-feira, por unanimidade, o valor dos bilhetes para a exposição, de seis euros para residentes no país e 12 euros para não residentes, assim como os descontos para jovens, famílias e entidades, e gratuidade para residentes nacionais aos domingos (até às 14:00), menores de 18 anos, seniores, desempregados e grupos profissionais ou entidades.
O WPC inaugura em 16 de outubro, para convidados, e estará aberto ao público até 23 de janeiro, encerrando o Palácio Anjos à segunda-feira e feriados.