O fadista Nuno da Câmara Pereira celebra 50 anos de carreira no próximo ano, com um espetáculo, a 18 de junho, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, foi esta sexta-feira anunciado.

No espetáculo, o fadista que foi deputado à Assembleia da República pelo Partido Popular Monárquico, em aliança com o PSD, entre 2005 e 2009, interpretará, entre outros temas, “Pode Ser Saudade”, uma criação sua, “Cavalo Ruço”, dos repertórios de António Melo Corrêa, Mercês da Cunha Rego, Frei Hermano da Câmara e Hermínia Silva, entre outros, “Rosinha dos Limões”, uma criação de Max, e “Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo”, criação de Roberto Carlos.

Este espetáculo celebrativo conta com a participação dos fadistas Rodrigo e Artur Batalha, dos guitarristas e compositores Mário Pacheco e Custódio Castelo, e do músico, cantor e compositor Jorge Fernando.

Segundo a “Enciclopédia da Música Portuguesa no século XX”, dirigida por Salwa Castelo Branco, Nuno da Câmara Pereira, com 75 anos, “começou a cantar na primeira metade dos anos 1970, quando cumpria serviço militar em Angola” e, “a partir de 1975, começou a cantar em vários restaurantes da região de Lisboa”, mas o fadista considera o início de carreira em 1977, quando fez parte de um espetáculo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

“A sua carreira tomou maior visibilidade” em 1982, quando editou o seu primeiro álbum, “Fado”, segundo a Enciclopédia que refere as 40 mil unidades vendidas pelo seu álbum “Mar Português” (1986).

“O seu repertório é eclético, incluindo originais e êxitos de outros artistas de géneros como o fado, a canção de Coimbra, as mornas, as coladeiras e outros géneros vocais portugueses e brasileiros”, refere a mesma obra.

Do seu repertório, entre outras canções, consta ainda “Fado do Ladrão Enamorado” (Carlos Tê/Rui Veloso), “Não Venhas Tarde”, criação de Carlos Ramos, e “Só à Noitinha”, criação de Amália Rodrigues.