Quase um mês depois do primeiro embate, o dérbi chegou ao Campeonato Nacional. Foi a 23 de agosto que Sporting e Benfica inauguraram a temporada nacional no que concerne ao andebol. Em Santo Tirso, o tricampeão nacional defrontou o finalista vencido da Taça de Portugal em mais um dérbi intenso que caiu para os leões, que aumentaram a hegemonia interna com a conquista do 11.º troféu consecutivo (31-24). Um mês depois, a turma de Alvalade arrancou o Campeonato (três em três) e a Liga dos Campeões (dois em dois) da melhor forma, perdendo apenas na decisão da Supertaça Ibérica diante do campeão europeu Barcelona. Por seu turno, a nova era das águias começou debaixo de fogo, ainda que as vitórias frente a Águas Santas e Póvoa tenham aliviado a pressão. Contudo, no passado fim de semana, os encarnados perderam na receção ao FC Porto e tinham agora pela frente mais um jogo grande em que partiam em clara desvantagem.
“Vamos encontrar as mesmas dificuldades do primeiro jogo. No primeiro jogo entrámos muito bem e não permitimos que o Benfica tivesse o seu melhor desempenho. Sabíamos de algumas coisas que eles iam fazer, porque o treinador estava no Kristianstad e sabíamos de algumas jogadas deles, mas esperamos um Benfica diferente. Esperamos um jogo completamente diferente, uma história diferente, mas esperamos que em nossa casa, com os nossos adeptos, possamos trazer a vitória. Sabemos que é um jogo importante nas contas do título. O Benfica tem uma derrota, mas sabemos que é um dérbi, um grande jogo que toda a gente quer jogar e este sábado não é exceção. Esperamos um Benfica forte, que quer ganhar. Já perdeu, por isso vai ser diferente da Supertaça”, antecipou Francisco Costa.
“Tivemos um mau começo na Supertaça e passámos o resto do jogo a correr atrás do resultado contra o Sporting. Essa é uma situação muito difícil diante de uma equipa com aquela qualidade. Vimos um jogo semelhante na Liga dos Campeões entre Sporting e GOG. Se permitirmos que o Sporting assuma o controlo da partida e abra vantagem logo no início, torna-se muito difícil de vencer. Precisamos de estar prontos desde o primeiro minuto e impor o nosso jogo imediatamente. Um dos pontos-chave será começar bem a partida e evitar ceder golos fáceis. Na Supertaça conseguimos limitá-los a 31 golos e houve muitos aspetos positivos que pudemos extrair do nosso desempenho defensivo. Mais uma vez, precisaremos de uma atuação sólida na defesa e dos nossos guarda-redes”, analisou Anders Hallberg.
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Sporting CP e SL Benfica frente a frente no Pavilhão João Rocha ????#andebolportugal #campeonatobetclic pic.twitter.com/srrYS3Ypx8
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O dérbi começou a todo o gás, com Kiko Costa a inaugurar o marcador e Joaquim Nazaré a empatar as contas no contra-ataque seguinte. A partir daí, o jogo continuou intenso e, aos sete minutos, o Benfica passou para a frente pela primeira vez, com golo de William Bogojevic (3-4). Com Nazaré de excluído, o Sporting respondeu e voltou a virar o marcador, distanciando-se depois de nova exclusão, de Bogojevic (6-4). A partir daí, Tobias Thulin começou a evidenciar-se na baliza encarnada e a equipa visitante voltou a empatar, por Sindre Heldal (6-6) e passou para a frente a meio da primeira parte (8-9). Contudo, uma exclusão de Aurélien Padolus, devido a um toque na cara, voltou a virar o resultado, com Salvador Salvador a aproveitar o empty goal para faturar (10-9).
À entrada para os últimos dez minutos, o guarda-redes sueco travou um tiro de Kiko e a vantagem de dois golos leonina, com Sindre Heldal a empatar no contra-ataque (10-10). Depois de um período com três golos em 40 segundos, o Benfica tentou empatar na bola aérea, mas Mikita Vailupau atirou para defesa de Mohamed Aly e, na resposta, Francisco fez o 13-11. A partir daí, a equipa da Luz voltou a empatar, não aproveitou o timeout de Hallberg, atirou ao poste, mas continuou na discussão, com os leões a somarem uma falha técnica no ataque. Com Aly também em evidência, o Sporting passou para a frente e distanciou-se no penúltimo minuto (16-14), Vailupau reduziu, Thulin impediu o 17.º em cima da linha e, no último segundo, Javi Rodríguez cobrou um livre por cima, numa altura em que o Benfica já estava novamente com uma unidade a menos por protestos do banco (16-15).
#AndebolSCP | ⏸️ Intervalo no Pavilhão João Rocha, com os Leões na frente do marcador ????
16-15 // #SCPSLB pic.twitter.com/wDTVSXxbuL
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O intervalo acabou por fazer bem à equipa de Alvalade, que disparou no marcador no arranque da segunda metade, com um parcial de 6-3 ao cabo de nove minutos (22-18). Martim Costa começou a abrir o livre com belos remates certeiros de longe e, à entrada para os últimos dez minutos, a diferença estava nos quatro golos (28-24). A atacar em 7×6, os encarnados até tiveram uma exclusão de Martim para se aproximarem, mas Mohamed Aly voltou a dizer presente. As contas foram fechadas por Francisco Costa, com um remate rasteiro na conclusão de um contra-ataque, numa jogada que levou à exclusão de Anders Hallberg (32-27). Com oito golos, Kiko foi o melhor marcador.
Feitas as contas, esta foi a décima vitória consecutiva do Sporting em dérbis, levando agora um saldo de 19-1 nos últimos 20 jogos, com a última vitória do Benfica a remontar de dezembro de 2024, na Luz. Os encarnados continuam sem ganhar no Pavilhão João Rocha, tendo perdido os últimos nove jogos em casa do rival, numa série em que os leões ganharam sempre por quatro ou mais golos de diferença.
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32-27 // #SCPSLB pic.twitter.com/VHdJCaKHru
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