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Jornal das cinco com a Laura Figueiredo. Laura, em Coimbra há a esta hora dois incêndios ativos e com uma distância de apenas 2 km.

Um em Sabuga, no Conselho de Vila Nova de Poiares, e outro na Murganheira, em Arganil. No local estão mais de 500 bombeiros e 12 meios aéreos. À Rádio Observador, o comandante da Proteção Civil, Telmo Ferreira, explica que os dois focos estão numa zona de acessos difíceis.

A criar aqui mais preocupação à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. São realmente dois incêndios muito próximos um do outro, distam 2 km um do outro, apesar de ser na região de Coimbra e ser em concelhos distintos, Vila Nova de Poiares e Arganil, os incêndios distam apenas 2 km um do outro. São dois incêndios que evoluíram muito rapidamente, em zona de orografia difícil, em zona de serra.

O comandante Telmo Ferreira, da Proteção Civil, em declarações à Rádio Observador. À Agência Lusa, fonte do Comando Sub-regional de Proteção Civil de Coimbra, adianta que há aldeias em risco, como é o caso da aldeia de Sabuga, em Vila Nova de Poiares.

Mário Centeno critica aquilo que considera ser o abuso da palavra reformas no discurso político.

O antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal diz que a palavra ganhou uma dimensão destrutiva e apontou dedo a quem promete reformas, mas nunca chega a concretizá-las.

Pode a palavra ter sido abusada e é muitas vezes abusada. Eu vou dar um exemplo que todos conhecemos. Há uma visão muitas vezes destrutiva da palavra reforma. Basta lembrar a serra elétrica com que muitos se apresentam para fazer reformas, sem nunca a ter utilizado, porque todos sabemos que uma serra elétrica é muito difícil de utilizar. Vá-se ver vídeos na internet, muitas vezes a árvore cai para cima da pessoa que usa a própria serra elétrica e é isso que muitas vezes acontece.

Mário Centeno falava num painel intitulado Reformar o País, na primeira conferência do Instituto Progresso. O antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal considera que os governos dos quais fez parte foram os mais reformistas de sempre.

E o primeiro-ministro insiste no equilíbrio das contas públicas, diz que não quer ser o pai da austeridade.

Expressão utilizada por Luís Montenegro esta manhã, quando questionado pelos jornalistas sobre o porquê de não ir mais longe nas ajudas à população e às empresas. Ora o primeiro-ministro diz que não troca o bom estado das contas públicas por um grande anúncio de ajudas aos portugueses e volta a frisar que não quer repetir os erros do passado.

Se eu trocasse isso por uma medalha destinada a premiar uma grande ajuda que eu pudesse dar hoje às famílias e às empresas portuguesas, significaria, no futuro, sacrifícios, cortes, aquilo que o país conheceu lá atrás como políticas de austeridade. E há uma coisa que eu prometo aos portugueses: eu não vou ser o pai da austeridade. Não vou mesmo, de nenhuma maneira.

Garantia deixada pelo primeiro-ministro esta manhã em Esposende. Luís Montenegro rejeitou ainda comentar as palavras de Pedro Passos Coelho, que ontem pediu mais ousadia ao governo.

E a iniciativa liberal exige esforço ao Estado para que os portugueses vivam melhor.

Neste sentido, Mariana Leitão, a líder da IL, defende a proposta do partido que diz que permitiria pagar menos 30 cêntimos por litro de combustível.

Temos uma proposta aprovada. Fizemos a nossa parte, conseguimos aprovar a proposta. Agora depende do governo implementá-la. E, portanto, já tentamos resolver essa parte, aliviando no imediato as famílias do aumento do preço dos combustíveis. Estamos a falar de uma diferença de menos 30 cêntimos por litro. Faz muita diferença na vida das pessoas.

Declarações da presidente da IL à margem da Academia Liberal da Juventude, que decorreu hoje em Viseu. Mariana Leitão falou ainda sobre os fundos comunitários. Diz que Portugal não está preparado para o impacto que a redução deste tipo de fundos vai ter na economia do país.

No desporto, o Futebol Clube do Porto e Benfica defrontam-se amanhã no primeiro clássico do campeonato.

Os Dragões jogam em casa numa partida onde procuram manter o primeiro lugar do campeonato. Na antevisão ao jogo, o treinador do Futebol Clube do Porto deixou elogios à equipa encarnada e também ao treinador Marco Silva.

Existem algumas semelhanças nesta equipa do Benfica com a do ano anterior. Muitos dos jogadores são os mesmos, claro que têm mais um ano de experiência, muitos deles a atuarem num nível muito alto. E também com a mudança de treinador, que eu acredito que já provou o seu valor, ao encontrar a maneira certa de implementar o seu conceito e o seu estilo de jogo na equipa. Portanto, vai ser certamente um jogo desafiador, que vai exigir de nós uma performance de alto nível.

Do lado dos encarnados e perante um jogo onde o Benfica procura chegar ao lugar mais alto da tabela classificativa, o treinador diz que não existem favoritos num clássico com esta dimensão, mas lembra que o Porto teve mais tempo para preparar o jogo.

Em clássicos, normalmente, independentemente de momentos ou não, de classificação ou não, não há favoritos. É difícil encontrar um favorito por tudo o que acarreta um jogo desta dimensão. Há sempre pequenas vantagens. E eu, quando olho para clássicos, vejo uma pequena vantagem, que é o jogar em casa, é sempre importante. E há aqui uma condicionante, que foi o Porto ter a semana toda para preparar e nós não termos tido. Portanto, são as duas pequenas questões que podemos colocar aqui. Em relação a favoritismos, não vou por aí, não encontro neste tipo de jogos esse tipo de questões.

Antevisão de Marco Silva e Francesco Farioli ao encontro de amanhã no Estádio do Dragão.

Um jogo que começa às 20h30 vai contar com relato e análise na Rádio Observador.